Combate às drogas

Entenda os riscos do uso de drogas na juventude

Primeiro contato com drogas acontece principalmente quando somos jovens

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Existe uma razão para as campanhas contra o consumo de drogas terem os jovens como público-alvo. De acordo com o relatório anual de 2020 do Conselho Internacional para o Controle de Narcóticos (INCB) o uso de substâncias e as consequências associadas à saúde são maiores entre os jovens.

Por isso, os pais precisam ficar atentos a sinais que possam indicar o consumo de drogas e não menosprezar o fato, considerando-o apenas uma fase. É preciso, desde o começo, tomar medidas para que não haja consequências mais graves. 

Na juventude ocorrem diversas mudanças que afetam o psicológico do adolescente, o que o torna mais vulnerável para essas substâncias. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as principais razões básicas para que os jovens sejam atraídos pelas drogas são: sentirem-se adultos, serem populares, para relaxarem e sentirem-se bem, desejo de correr risco e curiosidade.

Além desses fatores básicos, cada jovem está inserido em uma realidade e em uma cultura que podem estimular ainda mais o consumo de drogas. Geralmente, a primeira droga utilizada por adolescentes é o álcool – uma droga lícita para maiores de 18 anos e, por isso, de mais fácil acesso do que as ilícitas. 

Efeitos das drogas

Inicialmente, as drogas trazem um prazer instantâneo, justamente o que um adolescente curioso, entediado e rebelde, por exemplo, está buscando. Esse prazer faz com que os jovens se sintam bem consigo mesmo e associem a droga ao sentimento de felicidade. E aqueles adolescentes mais tímidos podem enxergar nas drogas e nas bebidas alcoólicas a chance de serem mais sociáveis. 

Drogas como o álcool, o tabaco e o crack, por exemplo, são drogas psicotrópicas, ou seja, que afetam os sentimentos, as atitudes e os pensamentos da pessoa.

- Ilícitas:

O crack, por ser uma droga fumada, vai direto para o pulmão, com uma absorção quase instantânea. Como seu efeito passa rapidamente, aumenta a necessidade de estar sempre fumando, o que aumenta consequentemente a dependência. 

Um depende do crack perde o apetite, emagrece e passa a ter constantemente sentimentos ruins, como depressão, desinteresse e paranoia. 

A cocaína, em um primeiro momento, traz uma elevação da autoestima e um sentimento de poder, mas em um segundo momento causa cansaço, insônia e perda de apetite. Em caso de uso contínuo, a cocaína causa perda de tecido cerebral e danos a inteligência. Também gera tolerância, ou seja, para sentir os efeitos novamente é preciso usar doses maiores. De acordo com a Fiocruz, 2% dos jovens brasileiros já experimentaram essa droga.

O ecstasy, assim como a cocaína, também traz boas sensações no primeiro momento, como euforia e perda da inibição. No entanto, depois o corpo sofre queda de pressão e ânsia de vômito. 

Com uso contínuo, o corpo do usuário fica acostumado com a substância, sendo necessária doses maiores para trazer o efeito desejado. Devido as oscilações de euforia e melancolia podem levar a depressão.

Outro exemplo de droga ilícita é a maconha. No caso dela, os efeitos são relativos. Alguns usuários sentem euforia, enquanto outros passam a ter uma sensação de angústia. No geral, a maconha proporciona um relaxamento que pode levar a perda da noção do tempo e espaço.

O uso contínuo pode trazer distúrbio psicológico, como depressão, ansiedade e síndrome do pânico. 

- Lícitas:

O álcool, se ingerido em excesso, pode causar falta de coordenação motora, descontrole, sono e pode levar até mesmo ao coma, pois ele é uma droga depressora da parte central do sistema nervoso. O excesso de álcool também pode levar a hipoglicemia – queda brusca do açúcar no sangue – e desidratação.

Já o cigarro contém na sua fumaça monóxido de carbono, amônia, nitrosaminas, alcatrão e nicotina, substâncias tóxicas ao organismo. A nicotina, além da dependência, também pode causar um aumento da pressão arterial, da frequência dos batimentos cardíacos, da frequência respiratória, além da redução de apetite.

Mudanças de comportamento

Além dos fatores físicos que podem ser desencadeados por conta do consumo de drogas, há questões emocionais que podem surgir a longo prazo na vida de jovens e adolescentes. 



Se no primeiro momento as drogas proporcionam uma socialização maior, a longo prazo tende a mudar comportamentos de um dependente químico e causar um isolamento. Atividades rotineiras podem ser deixadas de lado, já que não dão mais prazer.

Usuário de drogas estão também mais propensos a sofrerem com ansiedade e depressão por estarem expostos a uma série de situações que mexem bastante com o aspecto psicológico.

Além das questões sociais, o uso de drogas pode atrapalhar os estudos. Uma pesquisa publicada na revista The Lancet Psychiatry, adolescentes que consumem maconha diariamente, por exemplo, têm 60% a menos de chance de concluir o ensino médio.