Coronavírus

Passar álcool em tudo é eficiente para combater a transmissão do novo coronavírus?

Com a pandemia, o álcool virou um grande aliado para higienizar as mãos e superfícies

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)

Com a pandemia do novo coronavírus, as pessoas tiveram que incorporar vários hábitos na rotina, principalmente de higienização. O álcool virou um grande aliado para higienizar as mãos e superfícies. Mas, será que esse produto é a menor opção para evitar o contágio e a transmissão? 

Estudos apontam que a infecção por partículas suspensas no ar é muito mais provável do que tocar em uma superfície qualquer não limpa com álcool 70%. Uma pessoa com covid-19 tossindo, espirrando ou apenas falando gera partículas potencialmente contaminadas. Com isso, em um ambiente fechado ou mal ventilado, as micro partículas exaladas se acumulam no ambiente e podem contaminar mais pessoas.

Em entrevista à revista Veja, Vitor Mori,  pesquisador na Universidade de Vermont e membro do Observatório Covid-19 BR, explica que borrifar álcool em tudo não é muito eficiente. 

"Os estudos que elaboraram simulações de coletas de amostras próximas das condições do mundo real mostraram que, em superfícies, acabamos encontrando partículas do vírus, não o vírus com potencial de  infectar outras pessoas. Estudos de rastreamento de contato indicaram que a principal via de transmissão é por compartilhar o mesmo ar", alerta o pesquisador. 

O especialista em engenharia biomédica garante que a melhor prevenção é manter a ventilação do ambiente. "Se você não está fazendo medidas de ventilação e tomando os cuidados para barrar a transmissão pelo ar, não tem muito sentido focar tanto nas superfícies".