Coronavírus

Pico de transmissibilidade da Ômicron acontece entre 3 e 6 dias após sintomas, diz estudo

Resultado de estudo japonês apontou diferenças em relação ao que se sabe sobre o tema até o momento

Redação iBahia (redacao@ibahia.com )
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Um estudo feito no Japão indicou que a carga viral da variante Ômicron atinge o período de maior transmissibilidade entre três e seis dias, após os primeiros sintomas ou diagnóstico. 

O resultado é diferente do que está sendo considerado por outras pesquisas, que indica maior concentração do vírus entre 24 horas antes dos sintomas a 48 horas depois. 

O novo estudo do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas do Japão está sendo feito desde dezembro, apenas com casos positivos para a Ômicron. Foram coletadas amostras de 83 pessoas de 21 anos. Do grupo, 19 eram vacinados, 17 apresentavam casos leves da doença e quatro eram assintomáticos. 

“A quantidade de RNA viral foi mais alta em 3 a 6 dias após o diagnóstico ou 3 a 6 dias após o início dos sintomas e diminuiu gradualmente ao longo do tempo, com uma diminuição acentuada após 10 dias desde o diagnóstico ou início dos sintomas (...) Nenhum vírus infeccioso foi detectado nas amostras respiratórias após 10 dias desde o diagnóstico ou início dos sintomas. Esses achados sugerem que os casos de Ômicron vacinados provavelmente não liberam o vírus 10 dias após o diagnóstico ou o início dos sintomas”, afirmam os pesquisadores. 

Caso o estudo seja estabelecido, o resultado tem consequências nos Estados Unidos e no Brasil. Ambos os países diminuíram o período de isolamento para os infectados.

Nos EUA, a redução foi para cinco dias. Já no Brasil, Ministério da Saúde anunciou que o período de isolamento de pessoas recém-recuperadas da covid-19 será reduzido. No país, uma das cidades que já optam pela redução foi o Rio de Janeiro, que diminuiu a quarentena para sete dias.