Coronavírus

Sete dúvidas comuns dos pacientes oncológicos sobre a vacina contra covid-19

Até o momento, o país conta com duas opções de vacina, a CoronaVac, fabricada pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório Sinovac, e a Oxford/AstraZeneca, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)

A vacinação contra o  novo coronavírus no Brasil começou em janeiro de 2021 e ainda se tem muitas dúvidas sobre o assunto, principalmente com relação aos grupos prioritários para imunização. Vale lembrar que, até o momento, o país conta com duas opções de vacina, a CoronaVac, fabricada pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório Sinovac, e a Oxford/AstraZeneca, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Os grupos prioritários para receberem a vacina são os profissionais da saúde que atuam na linha de frente no combate à pandemia, além de idosos, que são mais suscetíveis à evolução grave da doença. Os critérios da Anvisa não incluem pacientes oncológicos entre os primeiros a serem imunizados, entretanto, há quem se encaixe na prioridade por conta da idade, mas ainda há muitas dúvidas sobre a vacinação desse grupo de pacientes.

Foto: Imagem ilustrativa de vacinação | Foto: reprodução / Pixabay

Afinal, quem enfrenta um câncer e está nos grupos prioritários deve se vacinar?

Para esclarecer algumas das incertezas do paciente com câncer, a oncologista Graziela Zibetti Dal Molin, membro do Comitê Científico do Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL), organização que promove campanhas de conscientização e promoção da saúde, responde as principais dúvidas dos pacientes com câncer no que se refere à imunização. 

Confira abaixo algumas perguntas e respostas:

Qual o momento ideal para pacientes com câncer serem vacinados?

Não há descrição na literatura de momento ideal para realização da vacinação, visto que o percentual de pacientes oncológicos que foram incluídos nos estudos clínicos foi pequeno. Ambas vacinas podem ser realizadas durante o tratamento oncológico dos pacientes.

Pacientes com tumores hematológicos (linfomas, leucemias, mieloma múltiplo ou submetidos ao transplante de medula óssea) habitualmente realizam tratamentos com quimioterapias com maior potencial de imunossupressão, e o momento ideal para vacinação deve ser discutido com seu médico. Até o momento, a única contraindicação para administração da vacina é a presença de alergia aos componentes da mesma.

Posso tomar a vacina antes da quimioterapia? E durante?

Não há recomendação específica sobre tempo ideal para realização da vacina em pacientes em tratamento com quimioterapia, podendo ser realizada em qualquer momento do tratamento.

A radioterapia é impedimento para tomar a vacina?

Quem recebe imunoterapia na forma de bloqueadores de co-receptores imunes deve ser vacinado?

Sim. Não há dados específicos na literatura sobre essa população, mas a recomendação é de que a vacina deva ser administrada. Outras vacinas, como a da gripe, são administradas em pacientes que realizam imunoterapia e se mostraram eficazes e seguras.

O paciente com câncer pode tomar qualquer uma das vacinas?

 

Ambas vacinas disponíveis no Brasil são indicadas aos pacientes oncológicos. As duas vacinas contra o coronavirus que serão disponibilizadas no Brasil neste momento estão recomendadas para todos pacientes oncológicos. A vacina da Oxford University / AstraZeneca é composta de parte de vírus vivo modificado que não é replicante em humanos, e a vacina Coronavac/ Sinovac é uma vacina de vírus inativado. Ambas não causam riscos de infecção pelo coronavírus. As doses recomendadas são as mesmas do restante da população.

O paciente oncológico pode deixar de usar a máscara após tomar a vacina?

Não. Mesmo após o recebimento da vacina, as medidas de distanciamento social, uso de máscara e higienização frequente das mãos continuam sendo medidas essenciais para proteger a todos

O paciente oncológico que já teve Covid-19 deve se vacinar?

 

Sim, a recomendação é de que todos recebam a vacina. Dados mostram que não houve aumento de efeitos colaterais em quem recebeu a vacina após infecção prévia por coronavírus.

“É indispensável conversar com o profissional de sua confiança, pois cada caso deve ser tratado de forma individualizada, de acordo com o quadro geral do paciente”, aconselha Marlene Oliveira, presidente do LAL.