Coronavírus

Vacina Covaxin mostrou 78% de eficácia contra o coronavírus, dizem os fabricantes

Ministério da Saúde do Brasil assinou um contrato de compra de 20 milhões de doses da vacina

Agência O Globo

A vacina Covaxin contra a Covid-19, desenvolvida na Índia pela farmacêutica Bharat Biotech, demonstrou eficácia de 78% contra casos leves a moderados da doença, de 100% contra casos graves e de 70% contra casos assintomáticos. Além disso, ela se mostrou eficaz contra a maioria das variantes. Este foi o resultado de uma segunda análise de ensaios clínicos feitos no país, afirmaram seus fabricantes.

O Ministério da Saúde do Brasil assinou um contrato de compra de 20 milhões de doses da Covaxin, no entanto, o imunizante ainda não recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

— Estou muito satisfeito em afirmar que a Covaxin ... mostrou a eficácia de 78% na segunda análise provisória — disse Balram Bhargava, chefe do Conselho Indiano de Pesquisa Médica estatal que criou a vacina com a Bharat Biotech .

A primeira análise lançada em março mostrou uma taxa de eficácia de 81%.

Os resultados fazem parte do segundo estudo de eficácia divulgado com base na fase 3 de desenvolvimento da vacina, que foi testada em 25.800 voluntários na Índia, com idades entre 18 e 98 anos. A análise foi realizada 14 dias após a aplicação da 2ª dose. Devido ao recente aumento de casos, 127 casos sintomáticos foram registrados entre os voluntários, resultando em uma estimativa pontual da eficácia da vacina de 78% contra a Covid-19 leve e moderada e de 100% em casos grave.

No final de março, a Anvisa rejeitou por unanimidade o pedido de importação e distribuição da vacina contra a Covid-19 Covaxin, fabricada pelo laboratório indiano Bharat Biotech. O pedido havia sido feito pelo Ministério da Saúde. Entre os motivos apontados para a rejeição estão falta de documentos e problemas técnicos na vacina como a possibilidade de ela causar outras infecções.

A Covaxin não passou por testes clínicos no Brasil. A importação do imunizante é uma das apostas do governo para suprir o Plano Nacional de Imunização (PNI) para a Covid-19. O governo chegou a incluir lotes da vacina no cronograma previsto de vacinação mesmo sem a autorização necessária da Anvisa.