Coronavírus

Vacinação contra Covid-19 não garante imunização imediata; entenda

Mesmo após receber o imunizante, pessoas devem manter o distanciamento, usar máscara e higienizar as mãos com frequência

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)
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Ter recebido a primeira dose de um imunizante para o coronavírus não garante uma imunidade imediata. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDCs) dos EUA afirmaram à CNN que é possível que uma pessoa esteja infectada com o vírus antes ou logo após a vacinação e ainda fique doente. Por isso, é essencial manter os cuidados de higienizar sempre as mãos, manter o distanciamento social e usar máscara.

1. Nenhuma vacina é 100% eficaz

Até o momento, o Brasil tem duas vacinas disponíveis. De acordo com o Instituto Butantan, a CoronaVac possui uma eficácia geral de 50,38%, 78% para prevenção de casos leves de coronavírus e o de 100% para casos moderados e graves da doença. Ou seja, ainda que você receba o imunizante, ainda existem chances de testar positivo para a Covid-19. Já pesquisadores afirmam que a vacina de Oxford contra a Covid-19 desenvolvida em parceria com a Fiocruz apresenta 70% de eficácia já após a aplicação da primeira dose.

2. A vacinas não possuem o vírus vivo

“Nenhuma das vacinas para Covid-19 autorizadas e recomendadas ou atualmente em desenvolvimento nos Estados Unidos contêm o vírus vivo que causa a Covid-19. Isso significa que uma vacina não pode deixá-lo doente com a Covid-19”, afirma o CDC à CNN.



3. A imunidade conquistada com a vacina não é para sempre


Se trata de uma doença recente, e as fases finais dos testes terminaram há poucas semanas. Portanto, ainda não se sabe por quanto tempo as vacinas protegerão as pessoas da doença. As cepas do vírus são capazes, inclusive, de sofrer mutações que tornam o imunizante menos eficaz.

4. Proteja quem você ama: não abra mão dos cuidados

As medidas de prevenção devem ser respeitadas por quem já recebeu o imunizante, pois  existe a possibilidade dessas pessoas transmitirem para outras. “É possível que alguém receba a vacina, mas ainda assim seja uma portadora assintomática. Eles podem não apresentar sintomas, mas têm o vírus em sua passagem nasal, de modo que se estiverem falando, respirando, espirrando e assim por diante, ainda podem transmiti-lo a outras pessoas”, explica a doutora Leana Wen, analista médica da CNN.