Campus Party BA

Empreendedores aproveitam Campus Party Bahia para divulgar os negócios

Jovens apresentam ideias para público e futuros investidores em evento que acontece na Arena Fonte Nova

David Silva e Luiz Almeida (redacao@portalibahia.com.br)
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Não é só de tecnologia que vivem os nerds e é a Campus Party, evento que começou na última quinta-feira (17) e vai até o domingo (20), na Arena Fonte Nova, que prova que a frase é verdadeira. No espaço Startups & Creators, voltado justamente para os interessados na divulgação de ideias, que são de extrema importância para o crescimento da economia.

Na área, o iBahia encontrou startup como a Musicle, voltada para shows intimistas, onde as pessoas podem alugar casas para a realização de pequenos eventos. "Uma pessoa que tem uma casa com um jardim pode alugar o espaço e pagar o cachê do artista de acordo com o valor que ela vai cobrar no ingresso. Nós trabalhamos com duas modalidades de financiamento desses show, e é a partir delas que ganhamos o dinheiro para manter o negócio", afirma Alisson Lima, diretor de marketing do evento.

A empresa, que veio de Pernambuco para divulgar o seu material, acredita que o evento serve de vitrine para a ideia, já que pretendem alcançar todo o Nordeste até o final do ano. "Já fizemos um evento com a Ana Muller, por exemplo, em Caruaru. Os ingressos esgotaram muito rápido", diz o diretor.

Code Table, da Mini Maker Lab (Foto: David Silva/Reprodução)

Ainda nesta área de eventos está a EVEX, que também está na CPBA para apresentar sua proposta para profissionais do setor e empresas que possam patrociná-los. O fundador Silvio Gesteira contou que o seu site permite que os clientes busquem qualquer serviço ou produto relacionados a festa. Na página, o consumidor encontra espaços, profissionais e outras atividades para realizar um evento.

A educação também um dos pilares para a galera empreendedora. O pessoal da Mini Maker Lab, que foi formada na primeira edição do evento, em 2017, explica que iniciativas como essa são importantes para o fomento da economia local. "Começamos a vender os nossos kits depois que tivemos o clique de trabalhar com isso", conta Peterson Lobato, um dos fundadores do negócio.

Eles também têm o "Code Table", que mostra o mundo da programação para crianças e adolescentes, sem a necessidade de ter um computador. As peças, com funções de programação como "Se" e "Senão", foram todas feitas em impressoras 3D.

Startups fazem parte do evento

Iniciativas para comunidades

Projetos com o objetivo de ajudar uma comunidade também são criados por jovens empreendedores e mostrados na Campus Party. Um exemplo é a SDW Forall, que tem como ideia levar um dispositivo para tornar potável a água de cisterna, usando radiação solar, para o semiárido da Bahia. "É um projeto de baixo custo,  alta durabilidade e praticidade do uso. Ele dura cerca de cinco anos de uso e é muito fácil de ser manuseado. A ideia é que as pessoas possam fazer por conta própria o processo. A água poderá ser usada para beber e cozinhar", afirma Anna Luisa Beserra, sócia da startup.

Pensando numa realidade mais local, a "Solidareasy" facilita o intermédio entre voluntários e instituições carentes. "Temos uma plataforma que serve tanta para o voluntário quanto para a fundação. Ela ainda serve para doação, que não é em dinheiro, mas no que a instituição está precisando", explica Rayanne Andrade, uma das representantes da plataforma, que já está em funcionamento para os interessados.