Economia

91% dos brasileiros querem sair do país para trabalhar no exterior

A revista Época Negócios fez uma pesquisa com 1.470 profissionais brasileiros

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)

Investir em uma profissão no exterior se tornou uma meta para os brasileiros. De acordo com a revista Época Negócios, a maior parte dos profissionais brasileiros deseja sair do Brasil para morar e trabalhar em outros países, mas a garantia de um emprego é decisiva para tal resolução. A revista fez uma pesquisa com 1.470 profissionais brasileiros, sendo que, 1.239 moram no Brasil e 231 residem no exterior.

Foto: reprodução / Schultz
No resultado da pesquisa, constatou-se que 91% das pessoas que responde têm vontade de se mudar em busca de uma oportunidade de trabalho. Dentre estes, 61% só se mudariam com a certeza de um contrato internacional de trabalho: 80% dão preferência a um emprego com carteira assinada e 32% não se importariam em efetuar serviços informais trabalhos temporários.

O baiano Richardson dos Reis Santos, de 22 anos, faz parte da linha de brasileiros que querem investir em uma profissão no exterior. Ele foi contratado por um hotel 5 estrelas nas Ilhas Maldivas, Ásia, e está com viagem marcada para 1° de julho.

Richardson dos Reis Santos vai ser garçom no empreendimento Hard Rock Hotel Maldives. Ele conseguiu essa oportunidade  por intermédio da assessoria de imigração e agenciamento internacional da MTV Intercâmbios. A MTV, que é dirigida pelo headhunter Marcelo Toledo, tem empresa  sediada em Jundiaí (SP), com franquias em Salvador (BA), Lorena, Sorocaba, Campinas, Balneário Camboriú (SP) e Florianópolis (SC) e Londrina (PR).

Foto: divulgação
“Fiquei empolgadíssimo ao conhecer o Marcelo, através de uma reportagem feita com o antigo gerente do UXUA Casa Hotel & Spa, Fabiano Diniz, onde trabalhei por seis anos e saí em busca de uma oportunidade que me desafiasse a progredir na profissão de hotelaria e turismo. Surgiu o que eu queria: a possibilidade de ir para o exterior em busca de meus sonhos profissionais e pessoais”, revela o jovem baiano.

O rapaz, que, quando criança, ajudava a avó a vender os lanches que ela preparava, já foi auxiliar de garçom, copeiro, recepcionista, barman, atendente de piscina e atuou um ano e meio, fora do expediente regular de trabalho, gratuitamente, como concierge somente para aprender a profissão.

“Tenho inglês fluente, espanhol mediano e sei um pouco de francês; aprendi no dia a dia atendendo os turistas. Começarei como garçom neste renomado hotel, que me dará cursos de especialização e a chance de crescimento profissional dentro da empresa".

Richardson fechou um contrato de dois anos, com possibilidade de estender-se. O salário inicial é de US$ 350, a alimentação, viagem, estadia são pagas pelo contratante, e ainda têm os benefícios, como gorjetas livres.