Fertilidade

A importância de incluir avaliação de fertilidade em seus exames médicos

Ginecologistas podem pedir exames para conhecer o estado da fertilidade da mulher

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)
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Ainda não é comum incluir uma avaliação da fertilidade durante as revisões periódicas que realiza a mulher quando consulta seu ginecologista, inclusive alguns ginecologistas não costumam conversar com suas pacientes sobre os perigos de adiar muito a gravidez e as alternativas existentes para prevenir a infertilidade.

“No entanto, é cada vez mais importante que principalmente as mulheres acima dos 35 anos ou com antecedentes de infertilidade na família, solicitem esta revisão quando consultem seu ginecologista”, aconselha Dra. Genevieve Coelho, especialista em reprodução humana e diretora do IVI Salvador.

A taxa de infertilidade segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde é de 15%, porém entre mulheres acima dos 35 anos a taxa de infertilidade costuma ser mais elevada e tende a aumentar rapidamente. Também existem outros fatores genéticos ou doenças sexualmente transmissíveis como a clamídia, e patologias como a síndrome dos ovários policísticos ou endometriose que afetam a capacidade da mulher engravidar naturalmente.


Exames que avaliam a fertilidade da mulher
Existem muitos testes para a avaliação da fertilidade, ou seja, que analisa o potencial reprodutivo da mulher. Normalmente é preciso fazer uma combinação de testes para obter um bom resultado na avaliação. O teste mais moderno e que melhor prognostica a infertilidade é o Hormônio Antimülleriano, “contudo outros testes como o FSH e ultrassonografias continuam sendo métodos utilizados com frequência e recomendáveis em casos onde não há intensão de engravidar nesse momento, senão de ter uma ideia de como anda a fertilidade” explica Dra. Genevieve.

Avaliar o potencial reprodutivo de uma mulher com total eficácia ainda é um desafio e depende muito da experiência do ginecologista, mas os recursos existentes oferecem parâmetros para identificar casos onde é necessário estar alerta e direcionar a paciente a um especialista na área.

Testes e marcadores da reserva ovariana
A mulher nasce com uma reserva de óvulos que vai liberando com o passar dos anos, ou seja, novos óvulos não são produzidos ao longo da vida. O conjunto da quantidade e qualidade dos óvulos disponíveis, conhecido como reserva ovariana, é a principal causa da infertilidade feminina. Os testes e marcadores da reserva ovariana são:

Dosagens hormonais:
– FSH,
– LH,
– Estradiol,
– Inibina-B
– Hormônio Antimülleriano (HAM)

Testes provocativos ou dinâmicos:
– Teste de Citrato de clomifeno (TCC)
– Teste com agonistas GnRH (TAG)
– Teste FSH exógeno (TFE)
– Ultrassonografias do sistema reprodutor
– Contagem de folículos antrais (CFA)/
– Medida de volume ovariano

O que fazer se a reserva ovariana está baixa?
Caso ainda não queira engravidar, preservar a fertilidade congelando óvulos é uma alternativa para aumentar a chance de engravidar no futuro, mas é uma decisão que deve ser tomada enquanto a mulher ainda é fértil, de preferência não muito após os 35 anos, e se possível inclusive antes. “É preciso considerar a preservação dos óvulos como um investimento ou um seguro de vida, você pode não precisar dele, mas se precisar pode contar com esta alternativa” – aconselha Dra. Genevieve.