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Aos 95 anos, Stan Lee teria sido vítima de golpistas e aproveitadores

Ele e a única filha, Joan C, registraram boletim de ocorrência sobre sumiço de US$ 300 mil

Agência O Globo

Aos 95 anos de idade, Stan Lee poderia estar curtindo a vida adoidado, já que a Marvel e os heróis que criou sozinho e em parceria com outros artistas estão fazendo um sucesso louco no mundo do cinema — "Pantera Negra", com seu faturamento de mais de US$ 1 bilhão, é exemplo suficiente. Mas a vida do nonagenário quadrinista não tem sido fácil, de acordo com reportagens que estão pipocando na imprensa americana e que o colocam no centro de uma confusão envolvendo aproveitadores e uma quantidade enorme de dinheiro desviado de suas contas. Além disso, recentemente, ele foi acusado de assédio sexual por algumas enfermeiras; Lee nega. Há alguns meses, no dia 6 de julho, ele perdeu a mulher, Joan Lee, com quem ficou casado por quase 70 anos. E pouco depois da estreia de "Pantera Negra", em 15 de fevereiro, ele foi internado com taquicardia.

A gota d'água foi a demissão, no dia 16 de fevereiro, de Max Anderson, guarda-costas e faz tudo de Lee durante 14 anos. De acordo com a polícia de Los Angeles, o chamado dizia que Anderson teria atacado o artista e sua única filha, Joan Celia, conhecida como JC. O advogado de Anderson se recusou a comentar o fato para o site "The Daily Beast", mas vários quadrinistas americanos, como Peter David (autor de uma biografia em quadrinhos de Lee) e Neal Adams (artista que desenhou os X-men e Os Quatro Fantásticos), saíram em defesa do funcionário de Lee.

Além de Anderson, teriam sido demitidos a governanta da casa onde Lee mora, o jardineiro e o advogado do artista. Lee teria sido isolado desses funcionários e de amigos mais próximos, como o cineasta Kevin Smith, que em seu perfil no Twitter expôs preocupação com o ídolo e amigo: "Saudações, Generalíssimo @TheRealStanLee! Tenho tentado entrar em contato com você em todos os números que tenho seus, mas nenhum deles está funcionando. Depois do meu ataque cardíaco, você foi uma das primeiras pessoas que eu queria ver. Posso ir visitá-lo? Ou você quer vir participar do podcast esta semana?"



Isso tudo estaria conectado com o fato de que Lee parece estar sendo vítima de aproveitadores. Em dezembro, o quadrinista registrou boletim de ocorrência na polícia alegando que US$ 300 mil teriam saído de sua conta. No banco, descobriu-se que o cheque descontado teria sido feito em nome da Hands of Respect LLC, empresa de merchandising constituída por ele e um sócio de sua filha, Jerry Olivarez. Outros US$ 850 mil teriam sido subtraídos da conta para comprar uma casa em um condomínio em West Hollywood, perto de onde o artista mora. E não para por aí: em fevreiro, US$ 1,4 milhão sumiram das contas de Lee. A polícia continua investigando o que aconteceu.

Will Eisner (1917-2005) também passou por problemas semelhantes nos últimos anos de sua vida. Ele foi vítima de um sócio que o pressionava a trabalhar para vender seus originais. O caso foi resolvido nos tribunais, a favor do artista.