Comportamento

Baiano fotografa casais apaixonados nas ruas de São Paulo

Sem nunca ter feito nenhum curso de fotografia, o jovem afirma que o interesse pela fotografia de rua mudou o caminho dos seus cliques

Naiá Braga (naia.braga@redebahia.com.br)
Morador de São Paulo há quase quatro anos, o soteropolitano Lucas Amoedo  descobriu na fotografia não somente um hobby, mas uma maneira delicada de descrever a rotina da cidade. Advogado por profissão e entusiasta das artes como arquitetura, moda e música, Amoedo conta que sempre se interessou por fotografar os prédios, construções de época, paisagens, grafites e pichações de São Paulo.
Foto: Reprodução/ Lucas Amoedo

Sem nunca ter feito nenhum curso de fotografia, o jovem afirma que o interesse pela fotografia de rua mudou o caminho dos seus cliques.  "Em São Paulo, depois de muito fotografar a cidade, os grafites, as pichações, os parques e as várias construções marcantes e importantes, comecei a me interessar pela fotografia de rua, no sentido de fotografar o movimento, a vida das ruas. (...) Conheci pessoas que também fazem isso, inclusive amadoras como eu, e também comecei a seguir cada vez mais perfis de fotógrafos de rua no Instagram, além de pesquisar sobre o estilo. O desafio de fotografar algo que não era mais estático - como a arquitetura - me instigou bastante", explica.

Agora, nas lentes havia espaço para cliques dinâmicos, inclusive, de casais apaixonados em momentos espontâneos nas ruas, becos e parques de São Paulo. "As fotos dos casais são só parte das fotos de rua que tenho gostado de fazer, mas, pelo que passam, acabam sendo as mais bonitas. Talvez por São Paulo ser conhecida como uma cidade fria, onde as pessoas estão sempre na correria, fotografar cenas de amor nesse cenário caótico seja tão divertido pra mim e tão tocante para as pessoas que veem as fotos", reflete.
Foto: Reprodução/ Lucas Amoedo


 Questionado sobre a reação dos casais após a "foto-surpresa", o advogado demonstra certa timidez. "Nunca mostrei nenhuma das fotos para os casais - por não querer atrapalhar o momento, por não saber qual será a reação deles e, também, porque nem sempre as fotos ficam bonitas na hora, algumas ainda precisam ser editadas, cortadas, ajustadas, etc. (...) Confesso que costumo gostar mais das fotos quando o amor ali envolvido fica bonito no cenário inteiro, mas em algumas fotos o beijo, o abraço ou o olhar em si já valem a foto inteira, sem importar muito o que tem ao redor" - quando a questão é o critério na hora fazer as fotos.

Foto: Reprodução/ Lucas Amoedo


O cuidado na hora de registrar os enamorados vai desde a abordagem, quase invisível, passa pela edição das fotos e vai até a escolha - cuidadosa- de cada legenda. " O medo da reação das pessoas é uma coisa que dificulta as fotos, mas que também deixa a coisa toda mais instigante. Geralmente eu paro como quem tá mexendo no celular - às vezes fingindo que estou jogando Pokemon Go - e vou procurando a melhor posição.Quase sempre, como gosto muito de música, tento achar alguma que se enquadre na situação para colocar como legenda, o que, em geral, acaba ampliando o sentimento presente na foto e, muitas vezes, acaba direcionando o pensamento das pessoas para a situação que eu de fato vi acontecer ou que, pelo menos, imaginei que era o que se passava quando fotografei. No fim é tudo um grande hobby mesmo, realmente me divirto com isso e às vezes saio de casa só pra fotografar", conclui animado. Vale se inspirar, né?