Economia

Black Friday: 10 dicas para resistir e não gastar mais do que o necessário

Datas como essa, oferecem produtos com preços irresistíveis que podem servir de gatilho para compradores compulsivos ou estimular pessoas que não sofrem desse problema

Agência, O Globo

A Black Friday acontece só na próxima sexta-feira, mas as promoções tentadoras já circulam nas mídias há semanas. Datas como essa, que oferecem produtos com preços muitas vezes vistos como irresistíveis, podem servir de gatilhos para compradores compulsivos ou estimular pessoas que não sofrem desse problema a agir como eles: comprando produtos dos quais não precisam. Por isso, separamos dez dicas para resistir e não gastar mais do que o necessário.

— Comprar algo dá um prazer imediato, uma sensação de conquista, de “eu tenho”. E, dentro da nossa sociedade, quem tem alguma coisa passa a ser bem aceito e é visto como alguém mais interessante — afirmou a psicóloga Renata Azevedo.

Nem todo mundo que vai aproveitar as promoções da Black Friday para comprar algo que deseja é compulsivo. Há diferenças entre quem gosta de fazer compras e quem desenvolveu a oniomania (transtorno compulsivo por compras).

— A pessoa compulsiva não consegue raciocinar e ver lógica naquilo que vai comprar. Ela age por impulso, apenas para satisfazer o desejo de ter, não conseguindo avaliar a necessidade daquilo que foi comprado — explicou Lidiane Silva, psicóloga e analista de comportamento, que complementa: — Mas a pessoa que apenas gosta de comprar vai ter uma capacidade maior de avaliar se aquele produto vai servir para alguma coisa. A compra vai trazer satisfação, mas o ato de não comprar não vai trazer sofrimento. Essa pessoa consegue dizer “não” nas horas apropriadas, diferentemente dos compulsivos.

Ansiedade gera desejo por compras desnecessárias
A ansiedade é outro motivo que leva as pessoas a comprarem mais do que realmente necessitam. Especialistas concordam que esse sentimento surge quando há algum vazio dentro desse alguém, e esse espaço passa a ser preenchido pelo prazer de comprar. Mas, horas ou dias depois da compra, vem o sentimento de frustração, já que a pessoa percebe que não deveria ter investido dinheiro naquele produto desnecessário.

Para Nelson Caldas, psiquiatra do Serviço de Psiquiatria e Psicologia Médica do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, a velocidade do estilo de vida da sociedade atual contribui para compras feitas por impulso:

— Estamos no mundo das informações rápidas, e o maior desafio é parar e pensar antes de tomar decisões ou fazer qualquer compra. É preciso ter essa tranquilidade antes de adquirir qualquer produto — afirma ele.

É recomendado que pessoas que não conseguem se controlar diante de ofertas tentadoras procurem por ajuda profissional de psicologia ou psiquiatria para que esse desejo por compras seja avaliado e tratado.