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Brasileiro morre após ataque de tubarão nos EUA

Vaquinha online para custear traslado do corpo de Arthur Medici bate meta

Agência O Globo

Morto após um ataque de tubarão na baía de Cape Cod, em parque nacional de Massachussets, nos Estados Unidos, neste sábado (15) , o brasileiro Arthur Medici, de 26 anos, recebeu uma homenagem do pai nas redes sociais. Itamar Medici publicou uma série de imagens do filho, da infância à vida adulta, e destacou que agora "nada mais faz sentido".

Foto: Reprodução/Globo News
Estudante de Engenharia, Arthur vivia nos Estados Unidos há quatro anos. O brasileiro estava noivo de uma estudante de Medicina. Os parentes criaram uma vaquinha online para pedir ajuda nos custos do translado do corpo, que irá até Boston antes de ser transportado a Vitória, no Espírito Santo, sua terra natal. Em menos de um dia, a família bateu a meta: já havia conseguido arrecadar US$ 25.385 (R$ 105,9 mil) para organizar a despedida às 7h desta segunda-feira (17)

"Filho... Você me deixou! Estou sem chão e sem vontade de viver. Agora nada tem significado pra mim, pois esse Deus me tirou a razão do meu viver e minhas lágrimas estão secando. Estava lutando pra te dar tudo e agora.... para quem vai ficar o que estava guardando para você? Não tenho vontade mais da vida, pois nada mais faz sentido... Eu te amo por toda a eternidade!", frisou Itamar, em postagem no Facebook.

Arthur Medici foi mordido por um tubarão no parque nacional Newcomb Hollow Beaching, na tarde do último sábado. Ele chegou a ser levado de ambulância para o hospital de Cade Cod, mas não resistiu aos ferimentos. Os guardas do parque e a polícia de Wellfleet investigam o incidente. A suspeita é de que o brasileiro tenha sido atacado por um tubarão branco.
Foto: Reprodução/Facebook
Na descrição da vaquinha, a família destacou a paixão de Arthur pelos esportes e sua personalidade caridosa.

"Arthur era um jovem homem muito feliz. Ele amava a vida, era membro ativo da Igreja Cristã, dedicava sua vida ao Senhor. Ele amava trilhas, bicicleta, surfe e vários outros esportes. Nunca havia tempo ruim para ele. Ele estava sempre alegre e disposto a ajudar os outros, até dando de comer a moradores de rua. Nossas vidas nunca mais serão as mesmas sem ele. Sua risada preenchia o lar", lê-se na plataforma de arrecadação.