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Cão morre após comissário insistir que ele ficasse no compartimento de malas de mão

Comissário de bordo forçou a dona do animal a colocá-lo dentro do compartimento

Agência O Globo

A companhia aérea United Airlines assumiu, nesta terça-feira, a responsabilidade pela morte de um cachorro de 10 meses após um comissário de bordo forçar a dona do animal a colocá-lo dentro do compartimento para as malas de mão.

No voo 1284, de Houston a Nova York, nesta segunda-feira, Catelina Robledo, que viajava com seus filhos pequenos e seu cachorro, um buldogue francês chamado Kokito, foi pressionada por um funcionário a guardá-lo no compartimento acima das poltronas, em que não havia muito espaço. Essa viagem costuma durar de três a duas horas.

Foto: Reprodução
"Minha mãe estava tipo 'é um cachorro, é um cachorro' e o comissário disse: 'você tem que colocá-lo ali em cima'", contou a filha de Catelina, Sophia, de 11 anos, ao site britânico "Metro".

De acordo com Maggie Gremminger, uma passageira no mesmo voo, a mulher queria manter o cachorro, que estava em uma pequena caixa de transporte, sob o assento, mas o comissário de bordo insistiu que ela colocasse o animal no local sobre a cabeça.

"No final do voo, a mulher encontrou seu cachorro, falecido. Ela sentou-se no corredor do avião no chão chorando, e todos os passageiros ao redor estavam totalmente atordoados", escreveu Maggie no Twitter, onde também compartilhou uma foto da mulher e seus filhos.

"Eu quero ajudar essa mulher e sua filha. Elas perderam seu cachorro por causa de um comissário da @united. Meu coração está despedaçado", afirmou a passageira em outro tweet.

A United Airlines chamou o incidente de "um acidente trágico que nunca deveria ter ocorrido, já que os animais de estimação nunca deveriam ser colocados no compartimento das despesas gerais".

A porta-voz do Reino Unido, Maggie Schmerin, disse que a companhia aérea estava investigando o incidente, e a família recebeu o custo de suas passagens, incluindo a taxa de cabine de estimação de US $ 125 (R$ 406).

Essa não é a primeira vez que a United Airlines passa por problemas com relação ao tratamento de animais. Em 2017, a empresa foi processada pelos donos de um coelho que morreu em um de seus voos. Aliás, no mesmo ano, a United teve o maior número de mortes de animais se comparado a qualquer companhia americana, de acordo com um relatório do Departamento de Transportes (DOT), com 18 animais mortos e 13 feridos.