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Chef da alta gastronomia se divide entre a cozinha e o surf

Criado em Salvador, Lucius Gaudenzi começou a surfar com 10 anos e não parou mais. Hoje ele compete mundo afora

Alan Rodrigues (alan.lima@redebahia.com.br)
- Atualizada em
Lucius Gaudenzi vive na Austrália há três anos
A paixão pelas ondas e pela boa comida traçou o destino do baiano Lucius Gaudenzi, de 40 anos. Criado em Salvador, começou a surfar com 10 anos e, aos 12, já competia. Filho de militar e de uma organizadora de buffet, viu a genética ser decisiva na descoberta da outra vocação. As primeiras receitas ele preparou em casa, com a mãe, mas foi no exército, onde foi voluntário por influência do pai, que tomou gosto pela cozinha.“Ali eu vi como é cozinhar para muita gente, preparar pratos diferenciados para os oficiais”, lembra Lucius, que enxerga na organização de uma cozinha de alto nível a mesma rigidez hierárquica de um quartel. Cada chef tem uma função, um para carnes, outro para molhos, assim por diante. O “head chef”, espécie de comandante-geral, é responsável por criar os cardápios e checar se tudo está dentro dos padrões. Há três anos, Lucius vive na Austrália e é o chef de caças e carnes de um grande restaurante de lá.Antes disso, morou em São Paulo, onde cursou e atuou na área de gestão financeira. Foi para a Califórnia, nos Estados Unidos, onde trabalhou com telecomunicações. “Eu não era feliz. Pensei: quero voltar a fazer o que eu amo e fazer pelo resto da vida”. Procurou então uma filial da “Le Cordon Bleu”, uma das mais respeitadas escolas de culinária do mundo. De preferência em um lugar onde pudesse surfar. Assim , chegou à Austrália.
Viagens - Lucius continuou estudando e fez a pós-graduação na sede da escola, em Paris. A cada três meses, tinha 21 dias de férias e, como a capital francesa não tem mar, aproveitava para viajar: Bali, Fidji, Nova Zelândia, Havaí, Tahiti, México, Peru, são só alguns destinos.Em cada um deles encontrou altas ondas e diversos sabores que ajudaram a criar novos pratos. Seja no mar ou na cozinha, ele não se acomoda. “Buscar excelência é obrigação. Alcançá-la é quase impossível”, diz o chef, que vê relação entre as atividades. Se uma onda não é igual a outra, a mistura de ingredientes sempre é capaz de produzir um novo sabor.
Tags: Gastronomia, Surf