Natal

Cinco dicas para comprar os presentes de Natal sem estourar o orçamento

Apelo consumista desta época do ano e os preços em alta por causa da demanda aumentam o risco de o consumidor extrapolar

Camilla Muniz, da Agência O Globo
Em tempos de crise econômica, presentear todos os parentes e os amigos no Natal pode ser uma missão desafiadora para o bolso. O apelo consumista desta época do ano e os preços em alta por causa da demanda aumentam o risco de o consumidor extrapolar os gastos e estourar o orçamento. Apesar disso, é possível economizar na compra dos presentes com planejamento, paciência, criatividade e jogo de cintura.
A jornalista e roteirista Izaura Barbosa, de 52 anos, vai presentear 30 pessoas neste Natal, entre parentes, afilhados e amigos. Além disso, vai participar de vários amigos-ocultos. Para não desorganizar as finanças, a caça aos presentes começou em outubro. — Nem sempre o melhor presente é o mais caro. Agendas, brinquedos, roupas, tudo entra no olho vivo e faro fino. Estabeleço limites de R$ 15 a R$ 50 para gastar com cada pessoa e busco manter uma média de custo benefício — conta Izaura.
Verifique a receita disponível
De acordo com a planejadora financeira Adriana de Lucca, a primeira medida a ser tomada é fazer as contas e verificar a quantia que se tem disponível para gastar com os itens. Com os cálculos prontos, o passo seguinte é traçar uma estratégia para as compras. — Quem for começar a comprar agora já está em cima da hora, o que deixa as opções mais limitadas. Os centros comerciais populares são lugares onde ainda se consegue encontrar produtos com preços acessíveis. Como eles costumam lotar, o ideal é ir o mais rápido possível — aconselha.
Faça uma lista
Sair sem uma lista de quantas pessoas serão presentadas e do valor que será gasto com cada uma é um pecado capital na hora de comprar os presentes. Segundo Adriana, quem não toma esse cuidado tem grande chance de estourar o orçamento. — Alguns presentes podem ser mais caros, e outros, apenas uma lembrancinha. Roupas, calçados, bijuterias e brinquedos são itens clássicos — diz.
Pesquise preços e deixe as crianças em casa
Como o comércio já espera o aumento do movimento no fim do ano, a tendência é de alta nos preços. Segundo Adriana de Lucca, é importante pesquisar valores, com bastante paciência, para checar se o que está sendo cobrado por um produto é ou não abusivo. — É importante não levar as crianças para as compras, porque elas pedem o que querem e não sabem esperar. Com elas, há risco de fazer tudo com pressa e gastar mais do que o planejado — afirma.
Pense em alternativas
Além de shoppings e lojas de rua, feiras de artesanato e brechós podem ser locais interessantes para procurar presentes de Natal com preços mais conta. Outra opção é adquirir vários produtos de menor valor e montar kits com embalagens bem caprichadas na decoração.
Quem tem talento para cozinhar, costurar ou bordar, por exemplo, pode confeccionar um presente exclusivo, em vez de comprar alguma coisa pronta. Bombons e panetones caseiros são exemplos. Levar para casa apenas os artigos usados na produção tende a sair bem mais barato.
Comprar os presentes de Natal pela internet é mais uma alternativa que pode pesar menos no bolso, mas é preciso ficar atento ao prazo de entrega.
Seja honesto
Caso o tão sonhado presente de Natal esteja caro demais, uma possibilidade é pedir um pouco de paciência. Normalmente, os preços caem após as festas de fim de ano. — Se a pessoa for íntima, dá para explicar a situação com honestidade e negociar com ela. Na noite de Natal, o que se pode fazer é presenteá-la com algo simbólico, mais barato. E, depois, ela recebe o verdadeiro presente — indica Adriana de Lucca.