Gastronomia

Confira sete dicas para fazer batata frita saudável

Se o alimento for feito de forma correta, pode fazer parte de uma alimentação equilibrada

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)

É possível sim comer batata frita de uma forma saudável. De acordo com o Uol, Clarissa Hiwatashi Fujiwara, nutricionista do departamento de nutrição da ABESO (Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), afirma que apesar de a fritura ser associada ao aumento do risco de doenças do coração, como infarto, derrame, aterosclerose, e também ao câncer, se feita de forma correta, pode fazer parte de uma alimentação equilibrada.

Confira sete dicas que você deve prestar atenção na hora do preparo e aprenda a fazer a batatinha perfeita para o paladar (e sua saúde).

1- Panela correta: O ideal é usar uma panela alta e de fundo grosso, como as de inox e de ferro. Elas farão com que o calor do óleo se distribua uniformemente, não encharcando o alimento de óleo. E fuja das frigideiras!

2- Óleo: um dos principais motivos para a batata frita ser considerada uma vilã é que qualquer óleo, quando aquecido acima de determinada temperaturas (que varia de óleo para óleo), passa por transformações em sua composição química e libera uma substância tóxica chamada acroleína. É ela que causa aumento do risco de doenças do coração e de câncer. Nem mesmo o azeite de oliva, que reúne muitos atributos benéficos para o organismo, escapa. Ele também libera acroleína quando atinge o seu ponto de fumaça (a temperatura-limite de cada óleo), que é bem mais baixo do que os outros óleos. Por isso que os óleos de soja, milho, girassol e canola são mais indicados para frituras por imersão do que o azeite.

3- Temperatura do óleo: a temperatura ideal para se fritar um alimento é entre 180°C e 190°C --o azeite, no entanto, se degrada antes disso, enquanto os outros óleos citados suportam temperaturas acima de 200°C. O campeão nesse quesito é o de soja, que se degrada a 230°C. Aqui, valem duas dicas: primeiro, invista em um termômetro de cozinha para monitorar a temperatura do óleo; segundo, evite acrescentar mais óleo durante o preparo. É importante que ele seja aquecido de uma vez só. Se estiver muito frio, gera uma irregularidade na temperatura, fazendo com que o alimento absorva óleo sem fritar, fique menos crocante e demore mais para ficar pronto. O ideal é que a batata fique sequinha e crocante.

4- Corte: corte a batata em palitinhos menores e iguais. Isso fará com que ela tenha uma fritura mais uniforme e não prolongue a fritura. Usar um cortador adequado também ajuda.

5- Imersão: não coloque toda a batata de uma vez só. Isso faz com que a temperatura do óleo caia e com que ela encharque. Trabalhe em partes para manter a temperatura.

6- Batata: além da batata tradicional, você também pode investir em outros tipos de tubérculos, como a batata doce e mandioquinha. Quanto mais variar o cardápio, melhor. Ah, e nada de comprar aquelas batatas já prontas e congeladas! Essa versão industrializada é frita duas vezes (uma durante a fabricação, antes de ser congelada, e outra em casa). Isso faz com que o petisco absorva mais gordura saturada --a mais relacionada a problemas de saúde. Fora que tem uma quantidade relevante de conservantes. A batatinha caseira é a melhor opção.

7- Fritura: você também pode variar a forma do preparo. Além da fritadeira a ar, que não utiliza óleo, a batata assada ou até feita no micro-ondas é tão saborosa quanto a versão frita.