Não baixe a guarda

Covid-19: você sabe quais atividades e locais aumentam a chance de contaminação?

Com a retomada das atividades econômicas, como fazer o distanciamento social corretamente? Quais os cuidados que precisam ser tomados?

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Lá no final de fevereiro, quando a pandemia do novo coronavírus chegou ao Brasil, as informações ainda eram poucas. Muita coisa ainda precisava ser descoberta para orientar a população sobre como lidar com a covid-19. Oito meses depois, há confirmação de que  o distanciamento social e a higienização das mãos são umas das principais formas de evitar a transmissão e o uso da máscara completa esse “tripé” de proteção.

No entanto, com a retomada das atividades econômicas, como fazer o distanciamento social corretamente? Quais os cuidados que precisam ser tomados? Quais locais aumentam o risco de contaminação? E quais são os mais seguros?

O uso da máscara é obrigatório / Foto: Divulgação / GOV BA

Todas essas questões estão sendo respondidas por estudos científicos realizados em todo o mundo. No último dia 15, pesquisadores da Universidade de Oxford e do Massachusets Institute of Technology (MIT) elaboraram uma tabela onde indicam quais situações têm maior e menor poder de contaminação.

O estudo considerou o tempo de permanência nos locais, a quantidade de pessoas, se elas estariam ou não de máscara e se estariam em silêncio, falando ou gritando.

Ao ar livre

Locais ventilados ao ar livre com baixa ocupação durante um período curto tem baixo risco, com ou sem máscara, exceto se as pessoas estiverem cantando ou gritando. Nessa situação, o risco aumenta para médio. Em um período mais longo, falar sem máscara também eleva o risco de transmissão ao ar livre para moderado.

No entanto, em um cenário de alta ocupação, o risco só é baixo se você permanecer de máscara, durante um curto espaço de tempo e sem gritar ou cantar. 

Por isso, se for a um parque, praça ou praia, evite locais que estejam cheios, fique de máscara enquanto for possível, tirando-a só para ir ao mar, comer ou beber. Mmantenha uma distância de 2 metros e evite cantar ou gritar.

Espaço fechado com boa ventilação

Em locais fechados, mas bem ventilados, com janelas abertas, como podem ser casas, bares e restaurantes, o risco se mantém baixo se estivermos de máscaras, em um curto período, e com poucas pessoas. Sem máscara, só se mantém assim se estivermos em silêncio. 

No entanto, essa não é a realidade de um bar ou restaurante em que precisamos tirar a máscara pra comer ou beber e, normalmente, há uma conversa. Por isso, para diminuir o risco de contágio, opte por estabelecimentos ao ar livre.

Com alta ocupação, sem máscara, falando, gritando ou cantando, independentemente de quanto tempo permanecer no local, o risco se torna grande. 


E encontrar amigos e família em casa? Depois de meses sem ver as pessoas próximas, receber visitas e ir a casa dos outros é o desejo de muita gente. Nesse cenário, é mais provável que ninguém fique de máscara o tempo todo e muito menos em silêncio. Ou seja, de acordo com o estudo da Oxford e MIT, o risco será de moderado para alto.

Para rever os familiares, especialmente os que são do grupo de risco, uma opção é realizar o teste para saber se está infectado. 

Espaço fechado sem ventilação

Esse é o pior cenário para a contaminação do coronavírus. Em ambientes fechados sem ventilação, como supermercados, shoppings e academia, por exemplo, para o risco ser considerado baixo é necessário ficar de máscara, sem gritar ou cantar, em um curto período e com baixa ocupação.

Qualquer outro cenário eleva o risco para moderado ou alto. Em um período longo e com alta ocupação, por exemplo, nem mesmo a máscara é capaz de reduzir a chance de contágio.

No estudo, os cientistas dão como exemplo os surtos em frigoríferos em diversos países, já que esses locais combinam ambiente fechado – ou seja, pouca circulação de ar – e barulho, que faz com que as pessoas falem mais alto. 

Nessas situações, os pesquisadores recomendam que o distanciamento seja de mais de 2 metros. Em compensação, em locais ao ar livre, medidas menos restritivas podem ser o suficiente. 

A pesquisa reforça ainda que o distanciamento não deve ser a única medida contra o coronavírus. O uso da máscara e a higienização também precisam ser adotados.