Educação

De volta às aulas: veja dicas para melhorar o desempenho escolar do seu filho

O cérebro precisa, mais do que nunca, de novidade, variedade e desafio crescente para retomar os patamares de desenvolvimento pré-pandemia

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)

A pandemia do novo coronavírus transformou a vida das pessoas, principalmente das crianças. Os pequenos precisaram assistir aulas online e perderam o contato físico com os amiguinhos. Para ajudá-los a manter o foco e ter um bom desempenho escolar, a prática de exercícios cognitivos certos pode ser uma grande aliada. 

Depois de um ano longe da rotina e dos amigos, o cérebro precisa, mais do que nunca, de novidade, variedade e desafio crescente para retomar os patamares de desenvolvimento pré-pandemia. Esta necessidade é ainda maior para crianças já que mais de 80% dos neurônios que nos acompanham ao longo da vida são conectados durante os primeiros anos de vida, e a qualidade das conexões depende fundamentalmente do ambiente, das experiências e dos contextos em que a criança vive.

“É unânime que as crianças e jovens precisam, hoje, mais do que nunca de um auxílio excepcional para retomar suas atividades. Nossa missão enquanto uma empresa de desenvolvimento cognitivo neste momento é ensinar essas crianças a aprender de novo, retomar os níveis de concentração e raciocínio para diminuir essa lacuna que a pandemia inevitavelmente trouxe”, disse Patrícia Lessa, Diretora Pedagógica do Supera. 

Criança estudando | Foto: reprodução / Pixabay

Veja técnicas que favorecem a concentração e o raciocínio em crianças e jovens


Formação de rimas: as rimas organizam os materiais, associando a um certo ritmo. Exemplo: quando ouvimos uma música para aprender conceitos de Biologia, como fazem os professores de cursos pré-vestibulares.

Criação de imagens: A atribuição de um significado à informação visual facilita a evocação do material. Combinar imagens com repetições parece ser ainda mais eficaz do que utilizar apenas as imagens. Exemplo: ao visualizarmos a “bota” italiana ao dar um pontapé numa pedra, logo identificaremos a Sicília.

Uso de organização: a informação pode ser usada de muitas maneiras. Organizar as palavras em ordem alfabética ou de modo que suas iniciais formem uma sigla com significado, como por exemplo, T.O.C. (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), pode facilitar sua evocação.

Técnica específica para leitura: Neste caso, uma das estratégias mais recomendadas é a estratégia PQRST. Caso você ache à primeira vista esta prática um pouco complicada, tente, primeiramente, organizar etapas na cabeça para depois colocá-las em prática. Uma vez dominada a técnica, ela passa a ser de grande valia no dia a dia.

P = Prévia: leia a informação uma vez para saber do que se trata.

Q = Questão: faça perguntas a você mesmo sobre o que leu.

R = Releia: releia a informação tentando responder às perguntas.

S = Selecione: selecione a resposta correta.

T = Teste: releia a informação para testar se as respostas estão corretas.

A adoção de um estilo de vida saudável, com a prática de atividade física regular, uma dieta saudável e equilibrada bem como a prática do lazer e a disciplina em hábitos de sono contribuem para o bem-estar em geral e estabilidade do humor, sendo extremamente benéficos para o melhor desempenho da memória recente e da aprendizagem em crianças jovens e adultos.

Prejuízos da pandemia para a educação 

No Brasil o principal levantamento foi feito pela Fundação Getúlio Vargas, encomendada pela Fundação Lemann e divulgado pela Agência Brasil e mostrou que a educação brasileira pode retroceder até quatro anos nos níveis de aprendizagem devido à necessidade de suspensão das aulas presenciais na pandemia, com o agravante da dificuldade no acesso ao ensino remoto.

Esse é considerado o pior cenário, em que os estudantes não teriam aprendido o conteúdo durante o ensino remoto.  A partir de dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), foi possível simular uma perda equivalente a quatro anos em língua portuguesa e de três anos em matemática, do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, considerando o pior dos cenários, considerado pessimista.

Para além disso, os pais comprovaram na prática que seus filhos mudaram muito nos últimos meses. A funcionária pública Ana Paula Silva, de 45 anos, de Jacareí (SP) mãe do estudante Matheus Silva, de 12 anos, aluno do 7º ano, avalia que crianças tiveram dificuldade principalmente para entender a dinâmica do ensino remoto.

“Meu filho começou a fazer as atividades sem direcionamento, ia fazendo as coisas apenas que ele tinha afinidade e abandonando outras coisas e com isso perdia prazos e ficava desesperado. Além disso perdeu contatos com alunos que o ajudavam e com outros que ele auxiliava, o que impactou muito nos seus resultados como um todo neste ano”, avaliou.