Arte e Decoração

Decoração dos quartos de crianças deve ficar ao alcance dos pequenos; confira dicas

Ambientes precisam ser pensados a partir do comportamento das crianças, de forma individualizada e de acordo com a idade de cada um

Agência O Globo

Em casas com crianças, parece que a alegria e a organização não caminham juntos. Especialistas em decoração mostram que, para manter a ordem no quarto das crianças, não é necessário deixar de lado a criatividade e a descontração no ambiente.

Além de pensar em cores e diversão, o espaço dos pequenos deve ser decorado e arquitetado para atender a estímulos que incentivem a exploração e o aprendizado. Por isso, os ambientes precisam ser pensados a partir do comportamento das crianças, de forma individualizada e de acordo com a idade de cada um.

Antes de decorar, a arquiteta Luciana Mayrink lembra que é importante preparar o ambiente para a compreensão espacial dos pequenos, e adaptá-lo para pessoas com estaturas menores.

"É interessante que os objetos de uso contínuo, inclusive a decoração, sejam na altura do seu olhar e estejam ao seu alcance das mãos. Isso vai captar o interesse da criança pois é mais comum que o usuário interaja mais com o que se vê", explica.

No alcance dos pequenos, alternativas interessantes envolvem a escolha de baús, cestos ou caixas organizadoras para os brinquedos. A designer de interiores Tainã Boone reforma que o interessante é construir o ambiente para que as crianças não misturem os espaços de lazer e de estudo.

"O ideal é sempre ter uma bancada para estudos. Nesse espaço, a criança não deve ter os brinquedos à frente, para evitar distrações. E os brinquedos devem ficar nas partes mais baixas do quarto", afirma.

E nada impede os pequenos de ajudarem na confecção do quarto. A designer de interiores Tainã Boone recomenda que as crianças botem a mão na massa nas paredes, colando adesivos decorativos ou fazendo artes em lousas penduradas na parede ao alcance das mãos.

Já a arquiteta Luciana Mayrink conta que os pais devem incentivar a veia artística das crianças, que podem explorar as paredes estampando desejos e vontades. Isso reforça a motivação participativa das crianças na construção de um ambiente criativo e funcional:

"Precisamos entender que, enquanto adultos, mesmo que o processo projetual seja realizado por nós, os fiéis usuários são as crianças. Isso significa que para atendermos às demandas delas, é necessário ouvi-las e considerar cada ponto colocado por elas, sempre considerando as suas necessidades e anseios", reforça.