Natal

“É pavê”? Conheça dez regras de etiqueta para as festas de fim de ano

Consultora explica qual o comportamento adequado para as confraternizações corporativas e familiares

Ana Beatriz Rohen, da Agência O Globo

A temporada de festas de fim de ano já começou e, com ela, todas as situações constrangedoras possíveis. Nas reuniões de família ou eventos da empresa, sempre tem alguém que se destaca pela postura inadequada, que não tem a ver com o clima de confraternização. A consultora de etiqueta Célia Leão explica que cada convidado deve fazer sua parte para que o clima dessas celebrações seja leve e harmonioso, e que essa atitude só traz benefícios:

Foto: Reprodução
— Um sábio ditado conta que, na falta do que dizer, é mais prudente calar. Todos devem contribuir para o clima festivo, evitando comentários inapropriados. Além disso, as portas se abrem com mais frequência e facilidade para todas as pessoas que se preocupam com alguns detalhes de comportamento. Um bom convidado é gentil e está sempre pronto a ajudar para que o evento saia perfeito — comenta.

A consultora entende que, na festa da firma, não se pode esquecer que todos os presentes dividem o mesmo espaço corporativo. Nas festas da família, ela ressalta a a presença de parentes que (ainda) perguntam sobre os namoradinhos ou insistem em assuntos mal resolvidos. Além disso, o último período eleitoral dividiu opiniões e deixou o clima tenso em alguns lares.

Para todas essas ocasiões, Célia dá dicas de etiqueta:

Divirta-se, mas sem extravasar
Todos os presentes na festa seguirão ao seu lado no ano seguinte. Para não comprometer sua permanência na companhia, participe, confraternize, mas sem exagerar em nada.

Beba com sabedoria
Por mais que o vinho ou o whisky servidos sejam os seus preferidos, jamais beba até alterar-se. Para que isso não ocorra, é importante conhecer o seu próprio limite de tolerância ao álcool. Prefira coquetéis de frutas, água e refrigerante. O álcool pode incinerar sua imagem.

Vista-se com elegância e discrição
Festa da empresa e balada são eventos diferentes. Capriche num acessório mais poderoso, mas lembre-se que a festa do trabalho é como uma extensão da ambiente corporativo. Evite roupas que não poderiam ser usadas durante o expediente.

Saiba socializar
Saia da zona de conforto e circule pela festa. Apresente-se ao diretor que você ainda não conhece pessoalmente, aproveite para confraternizar com pessoas que o ajudaram ao longo do ano e agradeça ao chefe por todo o suporte e parceria.

Fique de olho no relógio
Vá a essas confraternizações e chegue no horário marcado para o início. Participe dos brindes e vá embora antes que os vexames comecem: duas horas de festa é o suficiente.


Festas de fim de ano não são lavanderias
Deixe para lavar a “roupa suja familiar” em outra ocasião. Não é tempo de discutir política, reclamar ou celebrar o resultado das últimas eleições. Também não é apropriado cobrar nada a ninguém. Os problemas devem ser resolvidos com conversas particulares, mas em outro momento e ocasião.

Amigo secreto
Participe! Afinal, essa foi uma maneira divertida e inteligente de fazer todos serem presenteados sem que ninguém precise gastar uma fortuna. É deselegante se recusar a participar da brincadeira e constranger os participantes na hora da troca dos presentes por ficar isolada, de fora da brincadeira e com as mãos vazias. Não importa o que receber, seja elegante e saiba enxergar além do objeto: agradeça o gesto e a boa vontade que o outro teve em lhe agradar com uma lembrança.

Tudo melhora com colaboração

É chique estar disposto a ajudar com a festa. Entre em contato com os donos da casa, ofereça-se para colaborar com um prato para a ceia ou com uma sobremesa. Mesmo quem não sabe cozinhar pode colaborar com um vinho, um espumante ou um sorvete.

Convites não são elásticos
Um convite que foi feito a você é só seu, pessoal e intransferível. Não leve ninguém com você sem antes ter consultado de forma expressa os donos da casa. Essa atitude é indelicada. Afinal, os donos da casa têm programado quantas pessoas irão se acomodar para a refeição.

Lide com ex-parceiros, atuais e futuros
Divórcios e separações podem acontecer, e é preciso usar a sabedoria para lidar com essa situação. Não faça do “ex” ausente assunto de rodinhas familiares, alvo de reclamações ou de fofoca. É desonesto falar mal de alguém que não está presente para se defender. Lembre-se que existem os filhos e o parceiro com quem a pessoa conviveu, e eles devem ser respeitados. Os namorados devem ser bem-vindos para que se adaptem à dinâmica da família que os acolhe. Se um divorciado surgir na festa com seu novo parceiro, não divida impressões sobre o ex, sejam negativas ou positivas. Nada de dizer como o ex era bom e que falta você sente dele.


*Estagiária sob supervisão de Renata Izaal