Música

Em entrevista ao iBahia, Mumuzinho fala da carreira e vida pessoal

Sambista falou da sua vida pessoal e sobre a sua primeira apresentação no evento 'Pagodin', que acontece no dia 24 de novembro, em Salvador

Priscila Morais* (priscila.morais@redebahia.com.br)
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Mumuzinho jamais imaginou que o samba entre os amigos iria render tantos frutos. Márcio da Costa Brito, nascido e criado no Rio de Janeiro, o cantor dedicou maior parte de sua vida à televisão. Atuou em filmes como "Xuxa Popstar", "Cidade de Deus", "Cidade dos Homens" e "Tropa de Elite", mas o 'boom' em sua carreira veio no ano de 2011, no programa 'Esquenta!' (TV Globo), ao lado de Regina Casé. 

Foto: Reprodução | Instagram
Com show marcado em Salvador para o dia 24 de novembro, o artista conversou com o iBahia e falou sobre o sucesso que tem feito na música, novos projetos, carreira, relacionamento, além da sua primeira apresentação no evento 'Pagodin'. Confira:

iBahia: Como foi receber o convite para cantar no evento 'Pagodin'?
Mumuzinho: O 'Pagodin' é um evento que todo artista precisa fazer. É um evento sério, que exalta o samba, que exalta o pagode. É o primeiro ano que vou participar e junto com Péricles, Parangolé, Turma do Pagode, uma galera boa, Ferrugem, Sorriso Maroto, que são meus amigos. Então, é certo eu sair do meu show e cantar com eles, é certo eu assistir o show deles.

iBahia: O que o público pode esperar de surpresas durante a sua apresentação?
M: Uma novidade é que acabei de lançar o meu DVD. Eu vou cantar as músicas novas pra galera aprender, mas é claro que as antigas não podem faltar. O show tá novo, pra frente, bem alegre. Eu já tentei parar, mas não consigo. Eu tenho que homenagear Alcione, tenho que homenagear outros artistas porque se eu não cantar, o povo reclama. Chamei um menino que eu vi, que eu achei ele muito talentoso. Eu gosto de dar oportunidade a outros cantores, é o cantor da CBX. Eu gostei do trabalho dele, aí eu chamei ele pra cantar comigo.

iBahia: Quais são as músicas que não podem faltar no show?
M: Ah, com certeza 'Curto Circuito' e 'Fulminante'. 



iBahia: Um fato que marcou a sua carreira foi a participação no quadro 'Show dos Famosos' no 'Domingão do Faustão' (TV Globo). Além de cantar e atuar, você tinha que incorporar uma outra pessoa. Qual a lição você tirou disso?
M: O 'Show dos Famosos' me deu uma oportunidade de mostrar uma coisa diferente que eu sei fazer. Eu sou uma artista que vou pra cima, gosto do que é diferente, e acho que é por isso que Deus me abençoa tanto. "Foi um presente que eu ganhei de participar, ainda mais sair de lá com a vitória. Os meus amigos que participaram são super talentosos e eu também aprendi muito com eles. Eu me dediquei muito pra ganhar o programa. Não sabia que ia vencer, não entrei com essa certeza que iria ganhar, foi com o tempo.



iBahia: Como eram feitas as preparações para as apresentações no 'Show dos Famosos'?
M:Eram dois grupos: grupo 1 e grupo 2. Eu fazia parte do grupo 2, então na semana da apresentação do grupo 1, que era pra ensaiar, eu fazia show, mas eu já sabia o que ia cantar. Então, isso me ajudou bastante, porque eu ficava estudando a música. Na minha semana, eu começava terça. Os dias se ensaio eram eram terça, quarta, quinta e sexta. Na sexta, tinha prova de roupa e prova de caracterização. No sábado, eu ia para São Paulo e ensaiava com tudo e, no domingo, era a apresentação. Eu sinto falta, era bem legal.
Foto: Reprodução | TV Globo
iBahia: Vamos ter Mumuzinho em Salvador nas festas de verão e no Carnaval 2019?
M: Ano que vem eu vou está aqui de verdade. Carnaval é no Rio de Janeiro, mas depois é certo eu vir pra cá.

Foto: Reprodução | Instagram
iBahia: Uma notícia chamou atenção dos fãs na manhã de terça-feira (06). A sua noiva, Thainá Fernandes, havia deixado de te seguir no Instagram pelo fato de você ter ido a um show no Rio de Janeiro sem a companhia dela. Procede?
M: Sim, sim, procede. Eu estou há pouco tempo morando junto. São coisas que a gente vai aprendendo e se aprimorando para viver bem. Eu não estava acostumado a sair sem ela e eu fui. Aí já sabe, né? Ela ficou um pouco chateada. Já está tudo bem, ela já voltou a me seguir, está tudo tranquilo, é só questão de amadurecimento. A gente tem que entender o lado da mulher também e, as vezes, a gente se depara com o convite de um amigo: 'pô, vem aqui prestigiar'. Fui lá, olhei, não cantei, porque eu queria também preservar um pouco, queria ficar quieto, vendo o show. São coisas que vamos aprendendo no dia a dia.

iBahia: Mumuzinho, você já era conhecido, mas você concorda que o programa 'Esquenta!' (TV Globo) abriu muitas oportunidades para você?
M: O Brasil me conheceu muito com a ajuda da Regina Casé. Ela me ensinou um monte de coisa legal, de cultura principalmente. Foi um programa que mexeu com muita coisa de mudança com o país, e era totalmente contra o preconceito. Uma pensa que acabou.

iBahia: Outro fato que marcou sua carreira foi ter participado do remake dos 'Trapalhões'. Qual foi o retorno que você recebeu dos fãs? Foi difícil dar a vida ao eterno Mussum?
M: O retorno foi muito bom. As mensagens de carinho que recebia eram muitas. Eu passei dois meses vivendo a vida do Mussum, pesquisei tudo. Colocava no YouTube vídeos deles para ouvir o timbre, o jeito de falar, a expressão do olho. O Sandro, filho do Mussum, mora no meu prédio. Às vezes ia lá, ele me me leva no quarto e me mostrava tudo do Mussum. O Mussum era natural, ele não via o texto, soltava os cacos na hora. Ele pegou os bordões da rua, da boêmia... Na verdade nunca vou conseguir fazer igual. Mas é a alma, o cheiro, o espírito dele.
Foto: Divulgação
iBahia: Quem são suas referências na música e aqui na Bahia?
M: Sou fã de muitos. Péricles, Arlindo Cruz, Ferrugem, Turma do Pagode, Sorriso Maroto. Ah, e na Bahia eu amo todos. Léo Santana, Márcio Vitor, Ivetinha, Bell, Carlinhos Brown, Claudinha, Saulo, Xanddy, amo todos.

Serviço
O quê: Pagodin
Onde: Arena Fonte Nova
Quando: Sábado, 24 de novembro
Horário: 18h
Ingressos: Entre R$66 e R$380

* Sob orientação e supervisão da repórter Naiá Braga