Educação

Enem adiado aplica matemática e redação no 2º dia de provas; veja horários

Os portões serão fechados às 13h (horário de Brasília). As provas têm início às 13h30

Redação Correio24h (redacao@correio24horas.com.br)
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O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será aplicado neste domingo (4), o último dia de provas da segunda realização do exame. Os portões serão fechados às 13h (horário de Brasília). As provas têm início às 13h30. Os candidatos terão cinco horas e meia para responder a 45 questões de linguagens, 90 de matemática, além de escreverem a redação.

As provas são aplicadas em 165 municípios de 23 estados. Em Salvador, quatro locais que estavam ocupados tiveram nova prova e quase 1.600 estudantes tiveram que fazer o exame nessa nova data. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disse através de nota que "não foram registradas intercorrências graves em nenhum dos 418 locais de aplicação".

Alunos chegam para o primeiro dia do Enem (Foto: Agência Brasil)


Primeiro dia
Neste sábado (3), os estudantes tiveram quatro horas e 30 minutos para responder a 90 questões das áreas de ciências humanas e suas tecnologias e de ciências da natureza e suas tecnologias. O primeiro dia da segunda aplicação do Enem trouxe questões que abordaram duas canções populares, Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, e Cidadão, de Zé Ramalho, além do problema da dengue.

A prova incluiu ainda o meio ambiente e a questão racial. No caso da dengue, a questão cita uma pesquisa apresentada no Congresso Internacional de Medicina Tropical, no Rio de Janeiro, em 2012, que propõe o uso de uma bactéria no próprio mosquito transmissor, o que impediria que a doença fosse transmitida para seres humanos. Os candidatos tinham que dizer qual conceito da biologia está envolvido no processo.

A famosa Aquarela do Brasil é citada em questão sobre o Estado Novo, sistema político implantado por Getúlio Vargas, que vigorou de 1937 a 1945, período em que a canção foi composta (1939). Já a canção Cidadão, que fala de um homem que observa um edifício que ajudou a construir e é confundido com um ladrão, é usada em questão sobre trabalho, logo acima de um trecho de Manuscritos Econômico-Filosóficos, do sociólogo Karl Marx.

Questões raciais são abordadas em algumas das questões da prova. Uma delas é sobre leis que tratam da valorização da comunidade afro-brasileira e outra, sobre a função do movimento negro no Brasil. A terceira é sobre as convicções religiosas dos escravos na época do Brasil Colônia, período que abrange a chegada dos primeiros portugueses, em 1500, até 1822, ano da independência do país.  

Meio ambiente e sustentabilidade aparecem em questão sobre notícia de que a Justiça de São Paulo decidiu multar supermercados que não fornecerem embalagens de papel ou material biodegradável.

Segunda aplicação
O Enem foi aplicado no início de novembro para 5,8 milhões de candidatos, mas 277.624 tiveram o exame adiado, o que custou aos cofres públicos um adicional de R$ 10,5 milhões.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do total de candidatos inscritos para a segunda aplicação, 273.521 (98,52%) não puderam participar do Enem regular por causa das ocupações em escolas, universidades e institutos federais, e 4.103 (1,47%) foram afetadas por contingências como a interrupção do fornecimento de energia elétrica.

As provas são diferentes daquelas aplicadas no início do mês de novembro, nos dias 5 e 6, mas mantêm nível de dificuldade similar, o que, de acordo com o Inep, garante a isonomia entre os candidatos.