Educação

Ensino remoto: estratégias para auxiliar pais e estudantes em novo ano letivo

Um dos maiores desafios enfrentados por pais e professores é manter o interesse dos alunos no que está sendo ensinado

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)

Com a prorrogação do decreto nº 19.586, que proíbe o retorno das aulas presenciais na Bahia, o ensino remoto continuará sendo uma realidade para pais e estudantes em 2021. O professor Antonio Gouveia, pedagogo, Coordenador do curso de Pedagogia e da Pós Graduação em Educação da UNIFACS, reuniu algumas dicas de como auxiliar as crianças a manter o estímulo pelo aprendizado mesmo estando em casa. 

Para o educador, vale ressaltar que a escola possui um papel de disciplinar. “A escola impõe um ritmo ao estudante. Tem o horário para estudar, o horário do intervalo. Além disso há a organização dos espaços, com regras bem definidas de comportamento. Todos esses aspectos de disciplina são muito importantes para o desenvolvimento”, afirma.  


Já em casa, o educador acredita que é importante trazer um pouco da disciplina que o estudante teria na escola. O ideal é que a criança ou o jovem possa ter um local adequado para estudar, com mesa, cadeira, boa iluminação e longe de barulhos, na medida do possível. “Nem sempre as casas possuem essa estrutura, mas o ideal é que o aluno possa ter um espaço mais reservados para se concentrar”, afirma Antonio. 

Imagem representativa de criança estudando | Foto: reprodução / Pixabay

Supervisão 

O pedagogo afirma que os pais precisam ter papel ativo na rotina escolar. “O estudante deve ter uma supervisão periódica, mas não no sentido de fiscalização e punição, mas de acolhimento e estímulo”. 

Ainda segundo o professor, estando em casa, é natural que o estudante se desestimule com os estudos e o suporte emocional da família fará toda diferença. 

Estratégias 

Um dos maiores desafios enfrentados por pais e professores é manter o interesse dos alunos no que está sendo ensinado. Antonio acredita que uma boa estratégia que pode ser desenvolvida pelos pais para motivar os estudantes é demonstrar entusiasmo pelos assuntos. “Os pais também podem e devem estimular o estudante a buscar outras linguagens midiáticas para enriquecer o seu processo de aprendizagem e complementar o conhecimento do que foi aprendido na aula, através de leituras ou filmes, por exemplo”, sugere ele. 

Outro ponto é dar autonomia a criança ou ao jovem para opinar na sua rotina de estudos. O pedagogo recomenda combinar, sem impor, uma agenda de estudos. Assim a própria criança ou jovem pode definir o horário (no contraturno das aulas) em que ele vai se dedicar às tarefas escolares.

“A aprendizagem de uma forma forçada se torna desprazerosa. É preciso haver uma satisfação do estudante. Ao entrar num diálogo com o filho para estabelecer uma agenda de estudo, o estudante passa a ter mais autonomia para decidir sem deixar de cumprir com o que é necessário para o seu crescimento”, finaliza.  

Fonte: Antonio Gouveia, Pedagogo, Mestre, especialista em Psicologia da Educação, Coordenador do curso de Pedagogia e da Pós Graduação em Educação da UNIFACS.