Comportamento

Dia do Sexo: oito fatos que todos querem saber e ninguém pergunta

Sexólogas explicam tudo! Vem entender mais sobre esse assunto

Lucas Salles* (lucas.sales@redebahia.com.br)
- Atualizada em

Os orgasmos fazem parte do nosso dia a dia, mesmo que, curiosamente, ainda seja tratado por muitas pessoas como tabu ou até mesmo mistério. O famoso 'gozo' nada mais é que a sensação intensa do prazer, que é experimentada quando se mantém uma relação sexual. 

Podemos defini-lo também como a sensação de plenitude. Fisiologicamente, isso tem um efeito libertador da tensão do prazer acumulado. Os orgasmos nunca são exatamente iguais e homens e mulheres podem senti-los de maneira diferente em termos de potência, duração e intensidade.

Neste Dia do Sexo, celebrado nesta sexta-feira (6), que tal saber as respostas daquelas perguntas que ninguém tem coragem de perguntar? Conversamos com as sexólogas Magali Tourinho e Paula Milena e elas falaram tudo! Veja abaixo:

Foto: Reprodução 

1 - O que acontece com o corpo durante o orgasmo? Tem casos que o corpo dá uma 'tremidinha', por que isso acontece? 

Orgasmo é uma transmissão final de prazer máximo. Durante o orgasmo existe uma grande liberação de substâncias que traduzem o prazer ao corpo. Entre elas as endorfinas, que junto com algumas descargas do sistema neurológico se unem em um caldeirão de substâncias e sensações podendo gerar 'tremidinhas', 'lágrimas', 'calafrios', entre outros. Essas reações variam de corpo para corpo. 

2 - Um homem ou uma mulher consegue ter orgasmo sem o famoso 'gozo'? 

Orgasmo se traduz como prazer e pode sim existir a dissociação da ejaculação. Ou seja, o indivíduo pode sentir prazer sem ejacular. Práticas sexuais sem a saída do líquidos seminais (um fluido viscoso que se mistura ao líquido prostático e aos espermatozoides para formar o sêmen) já são exploradas em outros países, como nas culturas orientais. 

3 - Tem como perceber que o parceiro (a) tá fingindo o orgasmo? Quais sinais observar para tirar a 'prova dos nove'? 

O homem quando ejacula em grande quantidade é porque provavelmente chegou ao orgasmo. Já na mulher, você pode notar aumento das secreções vaginais, contrações da musculatura da vagina e uma hipersensibilidade da região. Fingir o orgasmo é relativo e vai de pessoa para pessoa, tem indivíduos que fingem bem, já em  outros é perceptível que 'filou as aulas de teatro'.

Gritos forçados, excesso de elogios, excesso de incentivo para terminar logo e expressões faciais exageradas são sinais para você ficar alerta.

4 - Sabemos que introduzir 'brinquedos' nas partes íntimas pode gerar um dano enorme para o indivíduo. Quais os formatos 'ideias' para se usar nesses casos? 

Brinquedos são permitidos quando são orientados. Por uma fisioterapeuta pélvica ou por uma sexóloga. Em relação aos 'formatos ideais', tudo o que for consentido e que não lesione ou leve a possíveis infecções às regiões íntimas pode ser utilizado.Tais formatos devem se assemelhar as dimensões dos organismos reais.

5 - Até quantos orgasmos uma pessoa pode ter durante uma relação sexual? 

Os homens e as mulheres podem ter inúmeros orgasmos. Geralmente, o homem precisa de um tempo de descanso, o chamado período refratário, já a mulher pode ter os chamados orgasmos múltiplos. Cada indivíduo tem a sua quantidade de orgasmo, basta entender seu corpo. 

6 - Dá para se ter o orgasmo dormindo? 

Pode se começar dormindo e acordar gozando. Esse fato curioso é mais comum em adolescentes, mas pode estar presente na vida dos adultos em menor número.

7 - A pessoa que grita durante o sexo sente mais prazer? 

A exteriorização do prazer pode acontecer de várias formas inclusive com os gritos, mas também eles podem ser utilizados para apimentar o ato. A relação do 'grito' é individual e cada pessoa pode ter uma reação, sejam elas 'gritando', 'sussurrando', 'falando' ou até mesmo 'calada'.  

8 - Até quanto tempo pode se durar o clímax?

O famoso clímax é muito variável de pessoa para pessoa.O feminino dura de seis a oito segundos. Já o do homem é de quatro a seis. O prolongamento vai depender do auto conhecimento e até mesmo da forma como é conduzido o sexo.

*Sob supervisão da repórter Lívia Oliveira