Saúde

Estresse diminui chance de engravidar, aponta estudo

Trabalho também aponta os efeitos do estresse no sistema reprodutivo dos homens

Agência O Globo
- Atualizada em

 Um estudo publicado na Revista Americana de Epidemiologia apontou evidências de que altos níveis de estresse dificultam a concepção de um bebê. A pesquisa realizada por pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston mostrou que efeitos fisiológicos do estresse se associam negativamente à fertilidade e ao sistema reprodutivo.

Foto: Reprodução

— O estresse na mulher está associado a níveis mais altos de hormônio liberador de corticotropina e glicocorticoides, que retardam ou bloqueiam o aumento do hormônio lutenizante (LH) do ciclo menstrual, afetando o transporte de gametas ou criando um desfavorável ambiente para a implantação de um embrião — explica Márcio Coslovsky, ginecologista e membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA).

O trabalho também aponta os efeitos do estresse no sistema reprodutivo dos homens. Neles, o sentimento pode provocar a diminuição dos níveis de testosterona e afetar, consequentemente, a produção de espermatozoides.

A pesquisa fez uso dos dados de um estudo online sobre gravidez, o “Pregnancy Study Online” (PRESTO), que reúne informações de moradores dos Estados Unidos e Canadá. Os cientistas acompanharam 4.769 mulheres, entre 21 e 45 anos, e 1.272 homens, acima de 21 anos, que não tinham histórico de infertilidade. Após a investigação, através do questionário de escala de estresse percebido, eles observaram que quanto maior a pontuação, menor era fecundabilidade do casal.

Para Paulo Gallo, especialista em reprodução assistida e diretor-médico do Vida Centro de Fertilidade, é preciso que os casais tenham consciência de que a fertilidade do ser humano não é absoluta:

— Em casais que não tem problema de engravidar, a chance de gerar um filho é de 15% a 20% no mês. É necessário um tempo de seis a doze meses para a maioria dos casais engravidarem. A gente só considera que eles tenham dificuldade para engravidar após um ano de relações sexuais regulares sem uso de método contraceptivo.

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