Saúde

Febre na gravidez pode aumentar risco de autismo

Pesquisa detecta ligação entre episódios e desenvolvimento de transtornos pela criança

Agência O Globo

Febre durante a gravidez pode aumentar o risco do desenvolvimento de Transtorno do Espectro Autista (TEA) na criança, indica um estudo liderado por cientistas do Centro de Infecção e Imunidade (CII) da Escola Mailman de Saúde Pública da Universidade de Colúmbia, EUA. 

De acordo com a pesquisa, o efeito da febre foi mais pronunciado no segundo trimestre, elevando as probabilidades de TEA em 40%. Já os filhos de mulheres que relataram três ou mais episódios de febre após a décima segunda semana de gravidez tiveram um risco de autismo aumentado em mais de 300%.

O estudo é o mais robusto até agora a explorar o risco de autismo associado a febres em toda a extensão da gravidez e da capacidade de dois tipos diferentes de medicamentos antifebre comumente utilizados - paracetamol e ibuprofeno - para lidar com esse risco. Os riscos foram minimamente mitigados entre os filhos de mulheres que tomaram acetaminofeno para a febre no segundo trimestre. 

Embora não tenham havido casos de TEA entre crianças de mães que tomaram ibuprofeno, uma droga anti-inflamatória não esteroide, os pesquisadores não puderam verificar se o risco foi mitigado devido ao número extremamente pequeno de mulheres que usam esse medicamento em particular para a febre. Os resultados do estudo aparecem nesta terça-feira no periódico científico “Molecular Psychiatry”.