XPGamer

Games ganham força como plataforma de mídia no mercado publicitário

Plataformas de games são consideradas parte integrante de um planejamento de mídia disruptivo

Redação Dino
- Atualizada em

Com a insistente crise nacional dos últimos 4 anos, poucos segmentos podem se dizer em alta como o caso do mercado de games no Brasil. O país é considerado o número 1 entre os países latino-americanos e o 13º no ranking global do consumo de games com um faturamento anual de US$ 1,3 bilhão, segundo os últimos dados da Newzoo. Os resultados admiráveis foram conquistados graças aos 75,7 milhões de jogadores brasileiros que se dividem entre aqueles que jogam por meio do smartphone, consoles, notebooks, computadores e demais dispositivos.

Reflexos do potencial desse segmento já podem ser percebidos no mercado publicitário onde cada vez mais as agências especializadas têm buscado alternativas disruptivas para garantir a presença e visibilidade de seus clientes no mundo digital.

Foto: Reprodução / Dino
Um estudo feito pela Blend New Research, juntamente com Sioux e ESPM, apontou que 31,8% dos gamers não aceitam publicidade interruptiva durante os jogos, enquanto 68,2% aceitam porque são jogos free, porém afirmaram que as inserções incomodam o jogo. Os outros 27% pagam para não verem as propagandas e não serem incomodados durante o jogo.

Para Luana Ribeiro, Business Development VP da agência TRACK, é preciso que as empresas tenham muita cautela no momento de decidir o formato de inserção da marca nos jogos, "muito mais que aparecer, é importante que a marca esteja inserida ao contexto do jogo. É preciso criar uma sinergia entre o seu formato interativo e a mensagem que a empresa quer passar", diz Luana.

Focada em Big Data e CRM, a agência TRACK é expert em análises complexas sobre como o público reage e interage com a mensagem da marca nas mais variadas plataformas e com os games não pode ser diferente. "Temos a oportunidade de analisar uma enorme quantidade de dados coletados dos games e isso nos garante uma enorme vantagem estratégica para os ajustes no tom da mensagem em cada canal”, confirma a VP.

Cerca de 70% dos colaboradores da TRACK são amantes de jogos eletrônicos, como é o caso do media analyst, Felipe Benevides e da Renata Antunes, art director. As experiências de ambos contribuíram com um estudo realizado pela agência com o objetivo de entender a amplitude e possibilidades desse mercado.