Economia

Gastos com animais de estimação: qual é o limite?

Além das despesas extras e esporádicas, é preciso considerar uma reserva financeira para imprevistos, como consultas médicas, remédios e possíveis internações

Redação Acorda Cidade

SPA, festas de aniversário, planos de saúde e televisão para pets. O mercado está em alta e cada vez mais sofisticado, cabendo aos donos administrar as despesas no orçamento mensal com consciência.

“Muitas pessoas tratam pets como filhos e têm gastos expressivos. As possibilidades são muitas: acessórios, perfumes, roupas, brinquedos, acupuntura, viagens, hotéis, creches e até mesmo festas de aniversário e ensaios fotográficos. Para tanto, é preciso organizar o orçamento”, orienta o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos.

Tendo um animal de estimação, além das despesas extras e esporádicas, é preciso considerar uma reserva financeira para imprevistos, como consultas médicas, remédios e possíveis internações. Segundo Domingos, que é Mestre em Educação Financeira. “É preciso conhecer e estabelecer a média de gastos mensais com o pet e criar uma reserva para imprevistos, evitando ter que recorrer ao crédito ou empréstimos em caso de urgência”, orienta.

Quanto gastar?

“Não há certo ou errado nessa questão; o valor gasto é proporcional a condição financeira, claro. O ideal é que no orçamento mensal estejam priorizados os sonhos da pessoa ou família e que o padrão de vida – inclusive do animal de estimação – seja readequado após a poupança mensal para os objetivos de curto, médio e longo prazo”, orienta Reinaldo Domingos.

Com o que gastar?

De acordo com o especialista, é crucial suprir as necessidades básicas do animal. “Alimentação adequada, higienização, vacinas e remédios, além, é claro, da atenção e cuidado do dono, são imprescindíveis. Por isso, antes de considerar ter um animal de estimação, é preciso conhecer os gastos e verificar se caberão no orçamento”, afirma Domingos.

Mercado pet em alta

Em 2016, o faturamento total do mercado foi de R$ 18,9 bilhões, 4,9% maior do que o ano anterior, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). O Brasil é o 4º maior país com animais de estimação, sendo o 2º em número de cães, gatos e aves canoras e ornamentais, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Fonte: DSOP Educação Financeira