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Guerra de espadas: com proibição, Cruz das Almas tem menos queimados

Redação CORREIO (redacao@portalibahia.com.br)
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Este ano, pelo menos 76 pessoas ficaram feridas vítimas de queimaduras provocadas pelas guerras de espadas em Cruz das Almas, a 150 km de Salvador, neste São João. Duas pessoas continuam internadas.


Com a determinação do Tribunal de Justiça de probir a realização da Guerra de Espadas, o número de queimados reduziu em relação ao ano passado. Em 2010, 341 pessoas sofreram ferimentos por conta das espadas.

Mesmo com a proibição, os espadeiros soltaram os fogos


Porém, mesmo com a proibição, os espadeiros soltaram os fogos. Dez pessoas foram encaminhadas para a delegacia por participarem de guerras de espadas nas ruas de Cruz das Almas.


Todos os presos foram liberados após prestarem esclarecimentos sobre o uso dos fogos de artifício e responderão pelo crime de menor potencial em liberdade após desobedecerem determinação da juíza Luciana Amori, que acatou pedido do Ministério Público Estadual no último dia 16.


Espadeiro baleado - A polícia de Cruz das Almas, a 146 quilômetros de Salvador, investiga se a bala que atingiu um jovem de 22 anos, na noite desta sexta-feira (24), após confusão envolvendo um grupo de espadeiros, no distrito de São José foi disparada por um soldado da Policia Militar (PM) da cidade.


A confusão começou quando o soldado Iranildo Felix tentou coibir que um grupo de pessoas soltassem espadas no centro do distrito. O grupo de espadeiros se irritou com a ação do PM e começou a jogar as espadas em cima do posto policial. Para tentar conter a confusão, o soldado teria disparado um tiro de para cima. No entanto, a cerca de 200m do local, uma pessoa foi atingida de raspão no braço direito.


Revoltada, a população da cidade depredou o posto da Polícia Militar do distrito. "Eles jogaram pedras e espadas em cima do posto. A parte da frente da unidade ficou toda destruída. Janelas, portas e alguns computadores também foram atingidos pelas pedras", contou ao CORREIO o Major David Oliveira Lanzillotti, da 27º Companhia Independente de Polícia, que está a frente do caso. "Não há como afirmar ainda que o tiro foi disparado pelo soldado, mas já abrimos um inquérito e, junto com o resultado da perícia técnica, vamos poder concluir se realmente o tiro que atingiu o jovem foi do soldado", disse o major.


O jovem de prenome Gileno, 22 anos, que ficou ferido após ser atingido de raspão, foi levado para o Hospital de Cruz das Almas pelo próprio soldado que efetuou o disparo. De acordo com o Major Lanzillotti, Gileno ficou cerca de duas horas no hospital e foi liberado.


Ainda segundo o Major, a polícia vai investigar se o soldado atirou em legítima defesa, caso seja confirmado que houve negligência o soldado será punido.