Entrevista

iBahia Entrevista: veja o segredo da 'sarrada no ar' de Tony Salles

Neste final de semana, a banda Parangolé realiza o primeiro show em Salvador depois do período de pandemia e isolamento social

Mayra Lopes (mayra.lopes@redebahia.com.br)
- Atualizada em

O pai está de volta! No próximo dia 17 de outubro, a banda Parangolé realiza o primeiro show em Salvador depois do período de pandemia e isolamento social. Foram praticamente 2 anos fora dos palcos e com isso, o iBahia convidou o vocalista Tony Salles para um bate papo no quadro iBahia Entrevista.

O cantor falou sobre o período de pandemia em casa, com a banda, dos lançamentos, novidades e até de onde veio o rebolado e a sarrada no ar. Ficou curioso?! Confira abaixo trechos da entrevista feita pela repórter Mayra Lopes e no vídeo o conteúdo na íntegra. 

O show - Os ingressos do Parangolé Exclusive ainda estão à venda! O público poderá escolher entre os espaços Arena (R$ 80) e Open Bar (R$ 250). Os ingressos podem adquiridos através do Bora Tickets. O show terá no mínimo três horas de duração e acontecerá no Wet, a partir das 16 horas do dia 17 de outubro. "Não vejo a hora de encontrar nossa galera de Salvador e soltar o Parango! Vai ser difícil segurar a emoção”, avisa Tony Salles animado.

iBahia Entrevista com Tony Salles

Como está essa ansiedade para o Parangolé Exclusive, que será no dia 17 de outubro?
"Ansioso demais que não sei nem por onde começar. A gente está cheio de coisa acontecendo ao mesmo tempo, até porque as coisas estão voltando devagarinho, né?! Então, agora a gente precisa acelerar o passo, que tá na boca do verão e tal; e com essa retomada dos shows aos poucos de certa forma acaba juntando tudo...e é lançamento de ep, é clipe, uma confusão gostosa. A gente estava precisando disso, dessa volta, se sentir vivo, né?!"

De como foi o processo de isolamento social com a banda? Teve ensaio online, não teve?
"Rapaz, a gente estava se virando nos 30, né?! No popular dizendo, porque foi um período muito conturbado para todos nós, eu acredito. Todos nós que eu falo da música. E a gente tentava não se desligar completamente do nosso trabalho, até mesmo pra poder não se desatualizar. A gente tinha as lives, que ajudavam bastante, querendo ou não. E aí, no meio disso tudo, a gente fez um clipe com Lexa, que foi bom pra caramba com a música 'Venenosa', conseguimos fazer um Ep que foi top demais 'Respeita o pai' que foi nesse período aí, no auge da pandemia, e a gente sempre estava ali tentando se manter ativo, sabe?! Porque eu acho que isso era importante pra gente até mesmo pra motivar todos nós. Foi um período que a gente passou, graças a deus, com saúde...e agradecendo a Deus o tempo todo por ter chegado até aqui."

Mayra Lopes e Tony Salles no iBahia Entrevista (Acervo/iBahia)

Recentemente, vocês lançaram o Ep 'Empurra o som' e a música 'Amor e Ousadia' já alcançou mais de 400 milhões de visualizações em menos de uma semana. Você esperava esse sucesso todo em tão pouco tempo?
"É louco! Eu acho assim, que toda a música que a gente faz com verdade, ela se torna mais fácil de se assimilar, das pessoas entenderem que aquilo ali é de fato o que você faz, é sua identidade. Foi assim com todas as músicas que eu fiz. Amor e Ousadia é uma música que tem muito a ver com a gente, com os brasileiros e os baianos principalmente porque ela fala do amor e da ousadia. Não existe o amor sem ousadia, não existe também só a ousadia sem o amor. Então, tem que ter um pouco da pitada dos dois e quando eu falo disso, né?! A combinação perfeita. Eu acho que as pessoas se identificam com o que é muito real. Eu fiz um show privado agora, eu cheguei lá nessa brincadeira, conversando com a galera e todo mundo se identifica rápido. A linguagem ela é muito verdadeira, então acho que a música que está dando muito certo. E tem muita coisa ainda pra acontecer com essa música."

Em relação a produção do clipe do Amor e Ousadia, é possível sentir um toque pessoal seu. Foi desafiador participar da produção?
"A gente tem uma quantidade tão grande de clipes hoje, que pra você escolher um clipe bacana, um clipe diferente, é algo assim um pouco difícil. Porque a gente acaba, querendo ou não, caindo na mesmice e é uma coisa automática. Se você não ficar atento ali quando você faz um clipe, você faz algo que já está dentro do que já fizeram. A minha ideia quando eu conversei com o diretor, Silvinho, foi essa. Eu disse: Silvinho eu quero algo que seja inédito. Eu canto uma música que tem arranjos diferentes, que tem uma pegada diferente, eu procuro interpretar diferente também, e eu não posso chegar no clipe e apresentar algo que está muito dentro do que já se foi feito. E com ele entendeu perfeitamente o que é que eu queria. Falei da coisa do monocromática, que eu queria todo mundo de branco em uma cena e que virasse em outra cena toda vermelha; ele foi começando a entender a concepção do que eu queria. E aí a gente foi construindo, batendo bola. Ficou muito massa.”

O Parangolé tem uma relação com o feminino, desde de ‘Abaixa que é tiro’. Vocês trazem essa figura feminina de uma forma diferenciada. Como foi assumir esse posicionamento? 
“O pagode há um certo tempo, quando se fala de mulher, ele coloca em um outro sentido. E eu me incomodava com isso. Eu sou rodeado de mulheres, eu tenho uma mãe maravilhosa, uma esposa maravilhosa, uma filha que está crescendo. Então, eu sinto essa necessidade. São mulheres que estão representando, representando na minha vida, então pra que melhor que isso?! Todas as músicas que eu gravo eu mostro primeiro pra minha mãe e minha esposa, pra vocês terem ideia. Todas, todas, sem exceção. E ‘Abaixa que é tiro’ foi uma música assim, que eu queria muito mudar esse contexto, sair dessa coisa de depreciar e passar para uma coisa de exaltar as mulheres. E aí começou a dar certo.”