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iBahia sobre rodas: Vendas de automóveis com isenção crescem no Brasil

Lei de isenção vigora há mais de 20 anos, mas, em 2013, foi estendida a familiares de deficientes que não podem dirigir

Fábio Cota* (fabio.cota@redebahia.com.br)
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Segundo a Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva (ABRIDEF), as vendas diretas de veículos com isenção de IPI, ICMS, IPVA e IOF para pessoas com necessidades especiais, vêm crescendo a cada ano.

Foto: Carlos Nascimento e Fabio Cota

Segundo a Associação, são cerca de 50 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência no Brasil e muitas delas nem sabem que têm direito a esse benefício. O abatimento, em média, pode ficar entre 20% e 30%.

A lei de isenção vigora há mais de 20 anos, mas, em 2013, foi estendida a familiares de deficientes que não podem dirigir. Têm direito ao benefício, idosos com sequelas físicas ou motoras provocadas pela idade ou por doenças. Também foram incluídas patologias que reduzem a mobilidade, como tendinite crônica. Em todos os casos, é preciso laudo médico e avaliação do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Foto: Carlos Nascimento e Fabio Cota

Para disputar esse mercado, montadoras passaram a adequar modelos para atender à lei, que prevê isenção total só para veículos de até R$ 70 mil fabricados no Mercosul. Acima disso, perde-se o desconto do ICMS.

Testamos o modelo Kicks 1.6 S Direct CVT da Nissan, com venda direcionada para esse público, com bancos em tecido, rodas de 16 polegadas de ferro e calotas, e som também em versão com menos recursos, para se adequar ao valor máximo com todos os descontos. Quem acompanha nossa coluna, teve a oportunidade de ver os testes e avaliações que fizemos com outras versões. O consultor de vendas da concessionária Eurovia Nissan em Salvador, Luciano Fonseca, explica que do setor de vendas diretas, mais de 60% da procura é de pessoas com algum tipo de deficiência. Alguns clientes reclamam da burocracia para adquirir um veículo nessas condições, mas ainda vale a pena, pois de R$70 mil, pode cair para cerca de R$53 mil.

* Radialista profissional há 31 anos e especialista em veículos. Apresentou diversos programas do segmento nas emissoras de rádio e TV na Bahia e Sergipe