Negócios

Incubadora ou aceleradora? Entenda as diferenças entre elas e como impulsionam o negócio

iBahia conversou com Rodrigo Paolilo, do Rede+, e com Itala Herta, cofundadora do Diverssa, e trouxe dicas de como escolher a melhor opção para a sua empresa

Lívia Oliveira (livia.oliveira@redebahia.com.br)
- Atualizada em


Começar ou expandir um negócio exige muitas habilidades e suportes, principalmente no ecossistema de startups. É nesse cenário que algumas empresas, chamadas incubadoras e aceleradoras, atuam e fazem toda diferença. Elas oferecem orientações, conteúdos, investimentos, recursos econômicos, espaço físico e podem até ajudar a fazer a ponte com outras startups do mesmo segmento e investidores. 

Para entender melhor como funcionam as incubadoras e aceleradoras e qual é a mais adequada para cada negócio, o iBahia conversou com Rodrigo Paolilo, fundador e CEO do Rede+, e com Itala Herta, cofundadora do Vale do Dendê e fundadora e CEO do Diverssa.

É importante frisar que ambos os modelos de negócio dedicam-se ao crescimento da empresa parceira, mas têm funções diferentes. De acordo com Itala Herta, de forma resumida, as incubadoras são mais indicadas para o início do negócio e as aceleradoras para aqueles que estão mais maduros e precisam de um "empurrãozinho" mais rápido para escalar a startup - ou seja, aumentar os resultados buscados, o faturamento ou número de clientes. 

Diferenças 

Com base em um compilado de informações do Sebrae e da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), listamos as principais características de cada uma. Confira: 

  • Incubadoras 

- Apoiam pequenas empresas de acordo com alguma necessidade governamental ou regional; 

- Precisam de um plano de negócio mais estruturado, que prove que é viável, para conseguir apoio público;

- Lideradas por gestores com experiência em mediar poder público, universidades e empresas; 

- Baseiam-se no modelo tradicional de consultoria; 

- Fornecem estrutura física para o funcionamento das empresas, suporte técnico, administrativo e jurídico. Ajudam a moldar o core business. 

Foto: reprodução Abstartups/DarwinStarter
  • Aceleradoras 

- Não são focadas em uma necessidade prévia, mas em empresas que tenham o potencial para crescerem muito rápido; 

- Apostam mais em boa ideia, analisam o modelo de negócio, sem necessidade de tanta burocracia; 

- São geridas por empreendedores ou investidores experientes; 

- Organizam-se com sessões de mentoring (sejam palestras ou conversas entre empreendedor e mentor); 

- As startups aceitas por uma aceleradora passam a fazer parte do batch (ou turma) que receberá um investimento inicial, mentoria e uma lista extensa de benefícios diversos. Ao final, elas vão apresentar o pitch para investidores, clientes e players estratégicos, o que pode abrir novas oportunidades de investimentos e negócios para o empreendedor. 

- Grande parte das aceleradoras cobram equity, ou seja, uma participação nas ações da empresa em troca do capital investido. 

Quando buscar uma rede de apoio e como saber qual é a mais indicada para a sua startup?

As redes de apoio devem ser procuradas quando o empreendedor deseja tirar uma ideia inovadora do papel e não tem como fazer isso sozinho ou apenas com os sócios; quando o negócio parou de crescer na velocidade desejada; quando se deseja alcançar escalabilidade; e até quando percebe-se uma nova oportunidade no mercado. 

Segundo Rodrigo Paolilo, para escolher é importante refletir sobre o negócio, sobre o que você e a sua equipe buscam, sobre o estágio em que a startup se encontra e analisar qual programa vai te ajudar a alcançar os objetivos. 

O empreendedor garante que tem programas para os mais diversos objetivos disponíveis no ecossistema. "Se você está na fase da ideia, foca em um programa que te ajuda a tirar a ideia do papel. Para aquela fase de MVP (produto mínimo viável - versão mais básica do produto), é bom focar em um processo para te ajudar a dar o salto ali, de validar e começar a operação. Se é uma fase de escala, foque no processo para crescimento, para ir ao mercado com mais segurança e crescer mais rápido, é o que eu indico", exemplifica Rodrigo. 

Itala Herta aconselha não sair por aí querendo participar de todos os editais e reforça que não existe milagre pós-participação nos programas. "Aceleração não é um portal mágico, um arco íris com ponte de ouro no final. Os programas oferecem facilitações, mentorias, consultorias para que o empreendedor siga trabalhando e tenha mais agilidade e assertividade nos processos, mas é preciso do foco e da dedicação dele para que as coisas aconteçam. 

No ecossistema de startups, existem várias iniciativas que podem auxiliar o empreendedor no desenvolvimento do seu negócio. Entre elas: