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Inocentes, testes e jogos no Facebook podem oferecer riscos aos usuários

Especialista fala dos cuidados que os internautas devem ter no compartilhamento de informações em jogos

Especial de Conteúdo
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Se você tem conta no Facebook, certamente já compartilhou ou viu muitos amigos mostrando o resultado de testes como "Qual a celebridade você se parece?", "Como seria você no sexo oposto" ou "Como você estará daqui 20 anos?” em suas linhas do tempo na rede social. As brincadeiras costumam ser inofensivas, mas podem colocar os usuários da rede social em perigo, conforme alertam especialistas em segurança digital.

Visual de dois testes da empresa Vonvon com base em informações do Facebook / Foto: Reprodução / Facebook
Em entrevista ao iBahia, o analista de sistema e professor da Unifacs Alex Coelho explicou que os jogos e aplicativos que "obrigam" os usuários do Facebook a compartilhar, parcialmente, as informações do perfil podem oferecer riscos. Em muitos casos, a página do usuário possui dados abertos de nome, idade, sexo, idioma, país, lista de amigos, telefone, páginas que você curte e e-mail. "O grande risco é que os usuários estão compartilhando informações para sites terceiros que não têm cuidado com as informações pessoais", disse.

"O usuário deve ter a preocupação de saber antes se o aplicativo ou o site de jogos é de uma empresa idônea. Uma das coisas que eu oriento é acessar o site do ‘Reclame Aqui’, para ver se a empresa tem alguma queixa. Apesar disso, a rede social tem um cuidado grande com as empresas que estão dentro do seu servidor, mas é bom sempre ter atenção", completou Coelho.

Quando o usuário decide “conectar-se ao Facebook” e, em seguida, clica em “Continuar como…” para participar dos jogos e pesquisas, ele disponibiliza um vasto número de dados pessoais às empresas desconhecidas. Com isso, inclusive, o site consegue traçar um perfil de consumo de quem participa de seus passatempos e direciona mensagens publicitárias para o potencial consumidor.

Recentemente, especialistas em segurança virtual da Kaspersky Lab -  empresa russa produtora de softwares de segurança para a internet - divulgaram um alerta sobre os perigos desses testes e apontou que 63% dos internautas dizem não ler o contrato de licença antes de instalar um novo aplicativo em seu dispositivo.

Como se proteger

Alex Coelho alerta também que existe a possibilidade dos internautas de limitar o acesso do app às suas informações. Para isto, basta escolher a opção “Editar isso” antes de continuar o teste.

Se você já fez algum teste na rede social ainda assim pode "proteger" seus dados negando o acesso do aplicativo a eles. Para voltar atrás na decisão da permissão, basta ir na seção de "Aplicativos" nas configurações do Facebook e remover o acesso a página dona do "quiz".