Empreendedorismo

Insatisfaeit@? Como saber se você deve abrir sua empresa

Compreender com clareza os incômodos que possui atualmente pode te trazer a coragem que precisa para construir esta mudança

Redação Catho


Redação Catho


Abrir a sua empresa pode ser uma saída para a insatisfação em sua ocupação atual, a insegurança no mercado de trabalho ou fazer o que realmente deseja com a liberdade esperada. Estas insatisfações podem ser um propulsor para construir uma mudança na sua vida. No entanto, qual o momento certo para tomar esta decisão? Quando deve, realmente, considerar o empreendedorismo?

 
Quando as suas insatisfações profissionais aumentam

Por exemplo, eu decidi mudar toda minha vida profissional por conta de um incômodo que aumentava no meu antigo no trabalho. Eu adorava gerenciar projetos de TI em São Paulo, mas passar cinco horas em um fretado me parecia um desperdício do meu tempo, ainda mais porque não tinha a mínima pretensão de me mudar de Santos.

A partir de então, eu comecei a pensar na mudança que deveria fazer para executar uma atividade que me gerasse realização profissional, uma clara percepção de contribuição e que otimizasse ainda mais meu tempo.

Compreender com clareza os incômodos que possui atualmente pode te trazer a coragem que precisa para construir esta mudança. Porém, perceba se as suas insatisfações são, realmente, relevantes e não apenas reclamações normais. A pergunta que deve responder é: “Você prefere assumir todos os riscos que o empreendedorismo proporciona para eliminar estes incômodos de sua vida?”.

Foto: Reprodução

 Quando você já conhece as perdas geradas pela mudança

Largar o seu emprego atual e abrir uma empresa sem analisar e conhecer as perdas que você terá em sua vida com esta mudança é loucura. Entender que talvez os seus rendimentos no início podem ser menores e de que pode trabalhar mais é saudável para prosseguir na mudança.

Porém, sem esta clareza, todos os obstáculos que enfrentar durante a abertura da sua empresa podem parecer maiores e mais difíceis de serem superados. Toda mudança gera perdas e podemos não considerá-las por estarmos muito focados em nosso futuro desejado.

Imagine-se um ano após ter aberto a sua empresa e responda as seguintes perguntas: “Quais fatores você deixou para trás ao abrir a sua empresa? Quais são estas perdas percebidas?” Em seguida, valide a sua disposição para seguir em frente e trabalhe para compensar estas perdas de imediato!

Quando o seu futuro desejado está claro e te motiva

Abrir uma empresa pode ser barato, mas é uma decisão que envolve muitos fatores. Como disse, ela pode eliminar as suas insatisfações atuais, mas trazer consequências e perdas para a sua vida. Por isso, a clareza sobre o seu futuro é algo fundamental. Este objetivo te motivará a construir a empresa que deseja.

Entenda o que quer fazer para ter determinado resultado em sua vida. O foco no futuro te mantém na direção certa, independente dos contratempos enfrentados ou do que as pessoas estão dizendo (e, geralmente, elas dizem as coisas mais pessimistas que você pode ouvir).

Lembre-se que ninguém consegue prever o futuro que pode construir. Quem pode avaliar se a sua ideia funcionará? Com as incertezas do mercado e, principalmente, com sua inexperiência em tocar o seu novo negócio, avaliar as possibilidades de sucesso é um processo dificílimo.

Se a sua ideia de empresa for capaz de atender às necessidades de algumas pessoas, se você conseguir se comunicar com elas e, principalmente, explicar como os seus produtos ou serviços podem ajudá-las, já terá 50% de chances de ter sucesso. Os outros 50% dependerão, apenas, das suas ações diárias para garantir que tudo isso ocorra.

 Só você pode saber o momento certo!

Sendo assim, converse com as pessoas que já empreendem, receba conselhos e busque informação. Afinal, a decisão de abrir uma empresa gerará uma grande mudança na sua vida. Lembre-se: no fundo, a única pessoa capaz de avaliar se esta é uma decisão correta é você mesmo!

Sobre o autor

Allan Lopes é  Coaching Sistêmico, membro da Internacional Coach Federation, Master Practitioner em PNL e especialista em gestão de performance e em processos de mentoring e coaching aplicados ao ambiente corporativo. Sócio da Soar Desenvolvimento Humano e responsável pela área de Consultoria em Recursos Humanos.