Salvador

Irmãos foram mortos com tiros na cabeça no Trobogy; apartamento foi arrombado por atirador

'Na cena do crime, encontramos pedaços de chumbo de escopeta calibre 12', aponta perito criminal

Bruno Wendel

Os peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) constataram que os três irmãos assassinados dentro de um apartamento no Trobogy foram executados cada um com um tiro na cabeça. Os irmãos Henrique Pereira Júnior, Patrícia Pereira e Thiago Pereira foram encontrados mortos na Rua Mocambo, perto do Mercado Fort. “Cada vítima estava com um tiro na cabeça. Na cena do crime, encontramos pedaços de chumbo de escopeta calibre 12”, apontou o perito criminal Fábio André. Os três corpos foram encontrados na sala e um deles apresentava sinais de defesa. “Tiago tinha lesões nas mãos, como se estivesse colocado as mãos na nuca”, disse o perito.Ainda segundo o perito, o criminoso invadiu a residência. “A porta tinha sinais de arrombamento. O imóvel não foi revirado e nada foi roubado”, informou perito.Vizinhança

Vizinhos que preferiram não se identificar contaram que Patrícia e Henrique, que é conhecido como Juninho, trabalhavam em shopping. Um amigo da família, que mora no residencial há 13 anos, desde que o empreendimento foi construído, contou que estava falando com Juninho, pelo Whatsapp, por volta das 8h40 e que o aplicativo indicava que o amigo estava digitando uma mensagem. "De repente ele parou de escrever e eu só ouvi os tiros. Não foram muitos, mas fizeram muito barulho", disse.Segundo os moradores, o condomínio é seguro. "Eu não me sinto inseguro aqui depois disso, pois ninguém morre à toa", disse um morador que preferiu não se identificar. "Foi muito feio. A sala está repleta de sangue", contou outro vizinho. Outro vizinho comentou que os irmãos eram bem tranquilos. "Eles pareciam bem tranquilos, trabalhavam, mas a gente nunca sabe o que acontece na vida das pessoas".Ainda de acordo com testemunhas, os irmãos moravam no condomínio havia pelo menos oito anos. Ainda não há informações sobre a autoria e a motivação do crime.

Correio24horas