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"Morte" do tiki-taka, goleadas e paredões: os fatos que marcaram a Fonte Nova na Copa

Palco baiano reúne grandes histórias depois de seis jogos e listamos aqui cinco acontecimentos que serão lembrados para sempre

Hailton Andrade (hailton.neto@redebahia.com.br)
- Atualizada em
A Arena Fonte Nova se despediu da Copa do Mundo de 2014 no último sábado (5), quando a Holanda bateu a Costa Rica em uma emocionante disputa de pênaltis e avançou para as semifinais do torneio. Foram seis jogos e muitas emoções. O palco baiano do Mundial ficará eternizado na história dos mundiais e listamos aqui cinco coisas marcantes que aconteceram no estádio.
"Morte" do tiki-taka: Espanha sucumbe diante da Holanda e ciclo vitorioso chega ao fim
A primeira partida realizada na capital baiana nesta Copa do Mundo reeditava a final do último Mundial, realizado na África do Sul, entre Espanha e Holanda. Os espanhóis chegaram ao Brasil com status de favorito, mas saíram de Salvador com uma bordoada daquelas. O time laranja goleou os atuais campeões por 5 a 1, com show de Robben e Van Persie, decretando aquela que pode ter sido a "morte" do tiki-taka, estilo de jogo envolvente e de passes rápidos, na Seleção da Espanha. O estilo segue vivo, principalmente no Barcelona. Mas depois da derrota, os jogadores e até o técnico Vicente Del Bosque admitiram que era hora de rever conceitos ainda durante o torneio. Não adiantou e a equipe sequer passou da primeira fase. Os holandeses são semifinalistas.


Palco das goleadas: três placares elásticos nos primeiros jogos
Salvador já tinha sido agraciada com grandes jogos no sorteio da Copa do Mundo, mas era difícil imaginar que todos fossem incríveis como foram. Depois do 5x1 da Holanda sobre a Espanha, os baianos ainda viram a Alemanha golear a seleção portuguesa de Cristiano Ronaldo, por 4x0, e a França aplicar um 5x2 sobre a Suíça. Não demorou e a Fonte Nova já era chamada de palco das goleadas. Em seis jogos, apenas um 0x0 e 24 tentos anotados. Para completar, o estádio ficou com a incrível média de 4 gols por partida, a maior entre as 12 sub-sedes da Copa 2014.
A harmonia das torcidas: estrangeiros e brasileiros de toda parte fizeram muita festa
Da "Invasão Holandesa" aos irreverentes "Ticos", os torcedores estrangeiros deram show na Arena Fonte Nova e contaram com um espetáculo da torcida brasileira. Um aprendendo com o outro, revelando a verdadeira celebração do amor pelo futebol. A cada partida, os torcedores brasileiros aprendiam novos cantos e se arriscavam em idiomas diferentes. Alguns mais conhecidos, como o espanhol e o francês, mas outros nem tanto assim, como o bósnio e o iraniano. Havia quem escolhesse um time para torcer, mas a maioria queria mesmo era ver um espetáculo e vibrar com todos os gols. Pessoas se abrançando, tirando fotos com desconhecidos, rindo na hora da chegada, rindo na hora da saída. A harmonia das arquibancadas vai ficar marcada.
O paredão Tim Howard: o goleiro com mais defesas em um jogo de Copa
No primeiro jogo mata-mata da Fonte Nova em Copa do Mundo, os 90 minutos acabaram com o placar zerado. Bélgica e Estados Unidos fizeram uma partida de muita luta, na qual os gigantes foram os goleiros, que só tomaram gol na prorrogação. Os belgas venceram por 2x1. O nome do jogo saiu de campo derrotado, mas de cabeça erguida: Tim Howard. O goleiro americano fez 16 defesas no jogo, recorde em uma única partida de Copa do Mundo. O astro dos Estados Unidos virou orgulho nacional, em um país que passou a olhar com mais carinho para o futebol durante esta Copa. Howard chegou a receber uma ligação do presidente Barack Obama e suas defesas espetaculares fazem parte das melhores coisas que aconteceram no campo da Arena.
Histórica: disputa de penalidades consagra o reserva holandês Tim Krul
A despedida da Fonte Nova da Copa veio em grande estilo. No confronto entre Holanda e Costa Rica, nada de goleada. Bem longe disso. O único 0x0 do estádio no torneio, por sorte, aconteceu em uma partida de mata-mata, na qual alguém precisa vencer para avançar, seja na prorrogação ou nos pênaltis. Depois de sufocar a Costa Rica e esbarrar na exuberante atuação do goleiro Navas, a Holanda surpreendeu. O técnico Louis Van Gaal fez uma mudança inesperada, sacando o goleiro titular Jasper Cillessen e colocando o segundo reserva, o 'gigante' Tim Krul, a um minuto do término do segundo tempo da prorrogação. Cillessen não entendeu nada quando viu Krul aquecendo e saiu de campo irritado. Krul intimidou os adversários, acertou todos os cantos das batidas costarriquenhas e pegou dois pênaltis, classificando a Holanda para a semifinal da Copa do Mundo. O fato entrou para história dos mundiais e Van Gaal, mais uma vez, acertou na escolha. Um detalhe: Ravshan Irmatov, árbitro uzbeque, bateu o recorde de partidas apitadas em Copas nessa partida. Foram 9 jogos somando com as do Mundial de 2010.

Veja a nossa tabela completa da Copa do Mundo; da primeira fase à final
Qual fato ocorrido na Fonte Nova te marcou nesta Copa? Conte para a gente nos comentários abaixo!