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Mulher oferece 21 flats para vítimas do incêndio na torre Grenfell em Londres

Um centro esportivo localizado nas proximidades do edifício recolhe doações para os sobreviventes

Agência O Globo
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Após a grande repercussão do incêndio que destruiu a torre Grenfell em Londres, no Reino Unido, na madrugada desta quarta-feira, uma mulher publicou no Twitter uma generosa oferta para os moradores que sobreviveram à tragédia, mas perderam um lugar para morar, assim como todos os pertences.

"Eu tenho 21 flats com banheiros e cozinhas disponíveis para aqueles que precisam. Falem comigo. #GrenfellTower Por favor, compartilhem", registrou Laura-Jayne Cannell na rede social. O post ultrapassou 3 mil curtidas e 5 mil retuítes desde que foi publicado, no mesmo dia do incidente

Um centro esportivo localizado nas proximidades do edifício recolhe doações para os sobreviventes e também serve de abrigo para eles. Nesta sexta-feira, a rainha Elizabeth II e o príncipe William visitaram o local para oferecer apoio e condolências às vítimas, voluntários e funcionários dos serviços de emergência.



Rainha Elizabeth e príncipe William visitam abrigo para vítimas do incêndio em Londres
De acordo com o comandante da Polícia Metropolitana de Londres, Stuart Cundy, o número de mortes deve ultrapassar as 30 já confirmadas. Os bombeiros informaram que não esperam encontrar mais sobreviventes depois de resgatarem 65 pessoas. Segundo as autoridades, 70 pessoas ainda estão desaparecidas.

"Nós vamos nos assegurar de que as famílias serão informadas assim que os entes queridos forem identificados", afirmou o comandante da polícia Stuart Cundy por meio de um comunicado no Twitter.

De acordo com Cundy, a prioridade agora é localizar e identificar todas as vítimas. "É um processo complexo. Nós estamos focados em nos assegurar de que estamos apoiando todas as famílias dos residentes que ainda estão desaparecidos", completou o comandante na manhã desta sexta-feira.

As causas do incêndio, que teve início na noite de terça-feira, são desconhecidas, mas os moradores já criticavam a má gestão da empresa que administrava o prédio.