Arte e Decoração

Não dê uma de Rodrigo Hilbert: autoconstrução representa riscos às famílias brasileiras

Rachaduras costumam ser primeiro sinal de que obra foi feita de forma equivocada

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)

O artista Rodrigo Hilbert é conhecido pelos seus dotes em absolutamente tudo. Como se não bastasse ser jardinheiro, cozinheiro e ferreiro, ultimamente ele deu uma de construtor e subiu uma capela para ele e Fernanda Lima se casarem. Apesar de ter dado certo, a autoconstrução não é nada indicado.  

De acordo com a CAU/BR-Datafolha, cerca de 85% da população economicamente ativa do Brasil não utilizou os serviços oferecidos por um arquiteto ou engenheiro ao reformar ou construir os suas residências.    

A prática da autoconstrução é comum na edificação de mais um andar de casa sobre a residência de pais e familiares. O problema é que se a habitação inferior não tiver a sua fundação dimensionada para a construção de novos andares, a obra pode causar riscos estruturais.  

As fissuras nas paredes serão um dos primeiros sinais visíveis de que a edificação não suporta o peso da construção superior e, normalmente, essa situação  é irreversível. 

Segundo o arquiteto Márcio Barreto, a presença de um profissional qualificado gera economia, qualidade e segurança. “No projeto, o arquiteto conhece todos os desejos da família para o espaço, planeja e representa através dos desenhos as soluções para atender as necessidades. Acompanhando a execução da obra o profissional garante que tudo seja executado conforme definido em projeto e fazendo ajustes que porventura ocorram em imprevistos na obra”, explica. 

Pensar em soluções que unam estética, funcionalidade e competências técnicas de estrutura e seguridade, estão entre as atribuições dos profissionais de arquitetura e engenharia. Ocorre que um dos principais pontos vistos em construções irregulares, ou sem auxílio técnico-profissional, está relacionado ao investimento de construção x a qualidade da habitação. 

“Muitas pessoas investem em materiais de acabamentos caros, mas a divisão dos espaços é malfeita, portas e janelas são locadas em posições que não favorecem a ventilação, ambientes posicionados erroneamente em relação ao percurso de sol, e dimensionamento equivocado das estruturas, que podem tornar a residência passível de fatalidades (quando subdimensionadas) ou gastos exorbitantes desnecessários (quando superdimensionadas)”, descreve Barreto. 

Para evitar problemas durante a após a execução de obras, o arquiteto lista os cinco principais benefícios ao contratar um arquiteto. 

  1. Ambientes personalizados de acordo a necessidade de cada família. 
  2. Soluções criativas, saindo do senso comum. 
  3. Conhecer materiais atuais ou novos usos aos materiais existentes. 
  4. Planejamento e organização para execução da obra. 
  5. Economia, pois na etapa de projeto todas as soluções dos espaços já foram pensadas. Dessa forma elimina-se situações em que a pessoa não gosta do espaço durante a execução da obra, o que gera retrabalho e gastos desnecessários