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Neymar lamenta falta de Zuñiga: "eu hoje poderia estar de cadeira de rodas"

Atacante brasileiro se emociona ao falar sobre a lesão que sofreu na partida contra a Colômbia e diz que poderia estar em uma cadeira de rodas

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Redação Goal

O atacante Neymar não guarda rancor do colombiano Zuñiga, mas também não aceita a forma como sofreu a falta durante a partida válida pelas quartas de final. Depois de levar uma pancada, o camisa 10 da Seleção Brasileira não teve condições de seguir na Copa do Mundo. "Foi um lance que eu não concordo, não aceito. Não vou falar que foi desleal, que tinha maldade, porque não estou na cabeça dele para saber. Mas todo mundo que entende de futebol, sabe que é uma entrada que não é normal. Quando você quer fazer uma falta para quebrar um contra-ataque, principalmente com um cara de costas, você segura, mas a maneira que ele veio não é uma situação de jogo", comentou Neymar em entrevista coletiva nesta quinta-feira.


"Muitos de vocês falam que eu sou cai-cai, mas quando eu tenho a visão periférica eu sei me defender. Mas quando eu estou de costas não consigo. Foi um lance que eu não tinha como me proteger. Foi por muito pouco, Deus me abençoou e, se fosse dois centímetros para dentro, eu hoje poderia estar de cadeira de rodas. Então é complicado você falar de um momento tão importante na minha carreira e você acabar sofrendo. Mas faz parte, aconteceu e vida que segue", disse o atacante, que não escondeu a emoção de falar sobre o assunto. Quando questionado sobre o lance, Zuñiga garantiu que não teve a intenção de machucar Neymar. Nesta tarde, o atleta do Barcelona revelou que o colombiano entrou em contato para pedir desculpas e comentou sobre a sensação de ficar de fora da semifinal."Eu desculparia sim, não sinto ódio ou rancor dele. Ele até me ligou no dia seguinte, pedindo desculpas, falando que não queria me machucar", falou o brasileiro."Ver o jogo pela TV é muito ruim, por isso eu procuro não assistir jogos. Mas como era a minha equipe, meus companheiros, eu vi. Mas não tem como fazer nada, apenas torcer. Acho que é um momento diferente daquele Santos e Barcelona para o Brasil e Alemanha. Essa do Brasil não tem explicação, de tomar quatro gols em seis minutos, de ter um apagão. Eu não vim aqui para explicar isso porque eu não tenho o que explicar", completou.