Novelas

O outro lado do paraíso: Clara tem bens bloqueados pela justiça

O golpe acontece depois que Renato entrega a Fabiana os planos de Clara em investir numa grife para Bete

Redação Correio 24h
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A personagem Clara (Bianca Bin), da novela O Outro Lado do Paraíso, parece estar ainda muito vulnerável às armadilhas de seus desafetos. Depois de ser desmascarado e casar com Fabiana (Fernanda Rodrigues), Renato (Rafael Cardoso) vai sondar a empregada Janete (Daniela Fontan) sobre a vida da ex-noiva. "Vou parar um pouco longe, porque a Clara pode não gostar de te ver comigo", finge o vilão. "Bobagem, ela não é ruim, não. Hoje mesmo provou que tem um coração, ó, que a gente não vê toda hora por aí", responde a empregada doméstica que revelou o passado de sua atual patroa.  

Sedutor, o médico convence a funcionária a revelar os futuros investimentos de Clara. "A mãe dela bebia. Quer dizer, bebe. Diz que vai parar, mas não sei, não. Não sei mesmo. Aquela lá tomava uma garrafa de gim por dia... Parece que a mãe dela ia doar um rim pra outra filha, que tá muito ruim. Mas porque bebe, não pode doar. Ah, precisava ver, Renato. A mulher entrou em desespero. Agora tá lá no quarto...", conta.  Janete garante ainda que a patroa fez o que estava a seu alcance e usou o dinheiro, o que deixa o médico alerta. "Eu sei de ouvir eles falar, que dona Beth ia montar uma grife de vestido chique com o Renan (Marcello Novaes). Mas nunca que saía. Pois hoje, a Clara botou o dinheiro na conta dele. Diz pra ele se apressar com a grife, pra mãe ter alguma coisa que fazer, pra ajudar ela sair do álcool. Ela não é generosa?", finaliza.

Foto: Raquel Cunha/Divulgação

Sem perda de tempo, Renato informa a situação ao advogado de Fabiana, que age para que Clara não conclua a transação. "Tomei conhecimento de que Clara está dilapidando o patrimônio que pertence a minha cliente. Se mais tarde vencer, dona Fabiana não poderá sequer rastrear o dinheiro desaparecido. Estou entrando com uma liminar", fala o representante legal do casal golpista, sendo apoiado pelo juiz. "Reitero. O objeto principal deste processo não está em causa. Apenas julgo a liminar impetrada por seu advogado, segundo a qual a acusada está dilapidando o patrimônio a que julga ter direito. Entendo que agora é importante preservar o patrimônio, e a acusada tem feito retiradas altas", opina o magistrado. Patrick até tenta intervir a favor de sua cliente, mas o juiz é firme: "Defiro a liminar. Senhora Clara Tavares. Seus bens estão bloqueados até o fim desse processo. Não poderá retirar um centavo do banco sem ordem judicial. Não poderá vender nada que faça parte desse patrimônio. Não pode tocar em seus bens, até o final do processo!", completa o juiz.