Economia

Pagamento com celular cresce mais de 400% em um ano; veja como se proteger de fraudes

Desde 2016, já foram lançadas três soluções diferentes deste serviço no país e mais de nove bancos já oferecem essa possibilidade de pagar pelo celular

Letycia Cardoso, da Agência O Globo
Cada vez mais, o brasileiro tem aderido às tendências tecnológicas em seu dia a dia. Um exemplo é o crescimento exponencial dos pagamentos por meio de celulares — chamados Pays. De acordo com dados recentes da Visa, o crescimento do número de transações da empresa líder em pagamentos digitais com os Pays, na comparação entre os primeiros semestres de 2017 e 2018, foi superior a 431%. O crescimento do volume também foi expressivo: o valor transacionado por essa solução cresceu 372%.
Desde 2016, já foram lançadas três soluções diferentes deste serviço no país e mais de nove bancos já oferecem essa possibilidade de pagar pelo celular. O diretor de inteligência e cibernética da, Fernando Amatte, acredita que é uma tendência:
— A tecnologia está aí e temos que usar! Mas precisamos, também, avaliar quais mecanismos podemos usar pra aumentar a segurança.
Há várias formas de configurar esse novo método de pagamento. Um deles é por aproximação, ou seja, ao encostar um celular em uma máquina de cartão, ela reconhece a função NSC do aparelho e a transação é efetuada. Em caso de roubo do telefone, o ladrão conseguiria fazer uma compra sem nem precisar de uma senha. Por isso, Amatte recomenda alguns cuidados:
— Assim como podemos ter o cartão de crédito clonado e um estelionatário realizar uma operação apenas com o número, dependendo de como configuramos o celular, podemos estar sujeitos a fraudes diferenciadas. Recomendo que o consumidor faça o aplicativo solicitar outro tipo de confirmação antes de finalizar a compra.
Além disso, o especialista em inteligência e cibernética alerta para o uso das redes Wi-Fi, principalmente as gratuitas. Se inserir dados de cartão ou efetuar o login em algum site quando conectado a elas, outra pessoa que esteja acessando a mesma rede pode capturar os dados.
Outras medidas de segurança para não cair em armadilhas são: inserir senhas para desbloqueio de tela do celular, como uso de digital ou desenho; não clicar em links recebidos por SMS, mesmo que, aparentemente, seja de uma empresa confiável; ao realizar compras online, optar pelo uso de um cartão virtual, com numeração única válida para uma transação, que protege contra clonagens.