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Pais matam professor de música acusado de pedofilia com golpes de trompete

O músico foi atacado por pais furiosos de crianças de uma pré-escola que teriam sido abusadas

Agência O Globo
- Atualizada em

Foto: Reprodução

Um professor de música acusado por pedofilia foi espancado até a morte com seu próprio trompete durante um concerto em uma catedral na Argentina. Marcelo Fabián Pecollo, de 42 anos, chegou a ser levado a um hospital, onde passou cinco semanas internado e acabou morrendo.

O músico teria sido atacado por pais furiosos de crianças de uma pré-escola que teriam sido abusadas por Marcelo. Em 2010, ele foi condenado a 30 anos de detenção por molestar cinco alunos, sendo solto há dois anos depois de uma série de apelos feita por seus advogados e uma redução de pena.

Os pais das vítimas, então, descobriram que o músico iria se apresentar em um concerto da orquestra de Moron, na província de Buenos Aires, no dia 30 de outubro. Eles, então, foram ao local e atacaram o professor. De acordo com a agência Reuters, um dos agressores chegou a utilizar o trompete de Marcelo para bater em sua cabeça.

Pároco da catedral, Jorge Oesterheld contou à Rádio Del Plata como se deu o episódio. Segundo ele, Marcelo tentou escapar, mas sem sucesso, quando os pais adentraram a igreja gritando: "Há um pedófilo, estuprador nessa catedral e ele está tocando com a orquestra".

Os pais o perseguiram, capturaram o professor e aí sim o agrediram. Ele deixou o local já em coma. "Ele tentou escapar por uma porta que fica atrás do altar, correu por um corredor e lá foi alcançado", relembra o padre, que afirma não ter sido possível identificar os agressores.

"Quando cheguei, os pais já estavam dentro da igreja. Havia muita gente ali, não deu para identificá-los. Cuidei do rapaz, que já estava muito debilitado, até a chegada da ambulância", conta Jorge. "É um assunto muito sério. Pode parece justiça com as próprias mãos, mas é apenas vingança, assassinato", pondera o religioso.

Marcelo foi preso pela primeira vez em 2007, quando a mãe de um menino de quatro anos o denunciou por abusar sexualmente de seu filho. Então, vieram à tona outros casos, todos ocorridos na mesma escola. Advogados de acusação apresentaram sete queixas contra o professor, sendo que cinco foram inclusas em sua condenação.

Em junho de 2014, um tribunal absolveu Marcelo de quatro condenações, restando a ele um período menor do que já havia sido cumprido, o que ocasionou sua liberação imediata. O professor morreu na última sexta-feira.