Viver Bem Itaparica

Pedaço do paraíso, Itaparica é parte rica da história cultural da Bahia

Ilha já abrigou três imperadores do Brasil e foi determinante na Independência da Bahia

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A Ilha de Itaparica não é feita apenas de belezas naturais, mas também de muita história. Descoberta por Américo Vespúcio em 1501, Itaparica foi colonizada em 1560 pelos jesuítas, mas em 1510 já havia registrado a passagem do navegador português Diogo Álvaro Correia, o "Caramuru", que, ao casar-se com a princesa tupinambá "Paraguaçu", filha do cacique Taparica, formou a primeira família genuinamente brasileira. 

O nome Itaparica, na linguagem tupi-guarani, significa "cerca feita de pedras", uma referência aos arrecifes de corais que bordejam a ilha e reduz a força das ondas. Isso explica por que suas praias têm águas rasas, mansas e mornas. Calmaria que faz desse pedacinho de terra bem preservado de mata atlântica, restingas e manguezais, um lugar bucólico, ideal para quem quer relaxar. 

Vista da Ilha de Itaparica: mais a frente está a ilha do Medo

A ocupação do povo europeu aconteceu em 1560, com grande parcela de jesuítas que queriam catequizar os indígenas, na região onde hoje se localiza a Vila de Baiacu – então denominada Vila Nosso Senhor de Vera Cruz. 

Nesse período foi iniciada a plantação de cana-de-açúcar, assim como a cultura do trigo, tendo recebido os primeiros exemplares de gado bovino da região. A posição estratégica e as belezas naturais transformaram a Ilha em alvo de ataques dos corsários ingleses, ainda no século 16, e de invasões de holandeses, que chegaram a ali para se fixar entre os anos de 1600 e 1647, quando foram definitivamente expulsos pelos portugueses. 

Ruínas da Igreja de Baiacu (Vera Cruz) sustentada por Gameleiras

Bem próximo ao Forte de São Lourenço, que serviu como escudo contra invasores, está o Solar do Rei, casarão construído em 1606 e que funcionou como sede da Casa do Contrato das Baleias. O Solar hospedou os imperadores D. João VI, D. Pedro I e D. Pedro II. Itaparica foi palco também de importante batalha durante as lutas de Independência da Bahia, entre 1821 e 1823. Foi em Itaparica também que se assentou a primeira máquina a vapor em terras brasileiras, no engenho de Ingá-Açu. 

Solar do Rei, casarão construído em 1606

A região foi emancipada de Salvador em 8 de agosto de 1833 e elevada a cidade em 30 de julho de 1962. Posteriormente o município foi desmembrado em dois: o de Itaparica, equivalente a 15% da região e Vera Cruz, 85%.

Além da importância histórica e singularidade geográfica, a Ilha de Itaparica possui um conjunto histórico e arquitetônico dos mais aprazíveis, praias de águas mornas, folclore diversificado, artesanato próprio e culinária das mais apreciadas em todo o Brasil.