Não baixe a guarda

Por que não devemos baixar a guarda contra a covid-19?

Especialistas indicam que, assim como na Europa, uma segunda onda de contaminação é esperada no Brasil

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Uma segunda onda de contaminação do novo coronavírus chegou na Europa nas últimas semanas. Países como França, Alemanha e Reino Unido voltaram com medidas restritivas para conter o novo avanço da pandemia. No Brasil, vivemos em um momento diferente. Nesta terça-feira (3), o país apresentou a menor média de mortes desde abril. No entanto, o exemplo da Europa nos mostra que não é possível baixar a guarda.

No final de outubro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reforçou que, apesar da queda no número de casos e mortes, o Brasil não pode relaxar, já que ainda não é possível prever qual será o futuro da pandemia. Enquanto não houver vacina, o vírus seguirá circulando e, por isso, uma segunda onda de contaminação em massa é esperada. 

A entidade ainda afirmou que, em caso de segunda onda, o país precisa estar mais bem preparado. Se compararmos as curvas da doença no continente europeu e no Brasil, é possível afirmar que estamos alguns meses atrás da Europa no que diz respeito aos eventos da pandemia. O pico do Brasil aconteceu a partir de maio e junho, quando lá a situação já começava a ser controlada. 

Ou seja, podemos tirar lições de países mais adiantados para evitar que o vírus volte a circular com mais força. O coronavírus depende da proximidade de duas pessoas para seguir em circulação. Por isso, o distanciamento social, aliado ao uso de máscara e higienização correta das mãos, continua sendo importante para evitar a segunda onda. 

Para isso acontecer, é essencial uma boa comunicação com a população, com o incentivo do uso de máscara e reforçando a necessidade de manter as precauções, diante de um cenário em que, após meses de restrições, as pessoas estarão mais cansadas. 

Ampliação de testagem

Uma das medidas indicas pela OMS para conter o avanço da doença é a criação de um amplo programa de testagem. Para, dessa forma, ser possível identificar os casos, especialmente os assintomáticos, e fazer a quarentena de maneira eficaz. 

Na Bahia, por exemplo, estão sendo realizadas testagens para o novo coronavírus em escolas públicas, com testes gratuitos para estudantes, professores e funcionários. As testagens seguem todo o protocolo de segurança e aqueles que testam positivo são acompanhados pelos órgãos de Saúde do Estado.

Até então, os testes RT-PCR já foram aplicados nas comunidades escolares de 18 escolas da Liberdade e região, de 28 do Subúrbio Ferroviário de Salvador e de 21 de Cajazeiras e região. A partir desta quinta (5), serão aplicados testes em escolas da Cidade Baixa.

No interior, foram aplicados testes rápidos em estudantes, professores e funcionários da rede estadual nas cidades de Itajuípe, Itabuna, Ilhéus, Ipiaú, Uruçuca e Jequié.