Comportamento

Raul Aragão: conheça o fotógrafo que é fenômeno nas redes

Ele foi responsável pelo 'furo' da volta de Neymar e Bruna Marquezine

Agência O Globo
- Atualizada em

Foi com as imagens de uma viagem à Índia, em 2008, que Raul Aragão conseguiu o aval que tanto esperava para seguir na vida como fotógrafo. Numa época sem a aprovação de “curtidas” em redes sociais, ele ouviu de um expositor que suas imagens eram realmente boas e se sentiu livre para largar a carreira de designer e se dedicar à fotografia. O material que tinha era enorme, afinal, com pouco mais de 20 anos na época, o passaporte já era lotado de carimbos.

Fotos: Reprodução/Instagram

— A ideia de compartilhar minhas viagens sempre me moveu muito e foi o que me trouxe para a fotografia profissional — conta Raul, hoje com 32 anos, nascido no Recife e criado no Rio.

Daí para frente, é uma história de sucesso com o respaldo de mais de 400 mil seguidores no Instagram. Ele começou a fotografar festinhas no Rio com o coletivo “I Hate Flash”, que preza por uma estética bem mais apurada do que a da habitual pose para a foto. O grupo cresceu e, hoje, cobre os principais eventos do país, prestando serviço para diversas marcas. Entenda por “serviço” muito mais do que fotos.

Fotos: Reprodução/Instagram

— Antigamente, eu entregava um pack de foto. Hoje, faço um conteúdo que pode ser aplicado em diversas plataformas. As pessoas, às vezes, até usam meu nome para impulsionar vendas e uma ativação nas minhas próprias redes — diz ele, na tentativa de explicar por que prefere não falar sobre os preços que cobra.

O trabalho de Raul costuma levá-lo aos quatro cantos do mundo e a eventos em que muita gente estoura o cartão de crédito para estar. Pense nos festivais Burning Man e Coachella e nas melhores festas de Fernando de Noronha. Na badalada ilha, foi lá que ele (a trabalho, frisa) deu o “furo” da volta do namoro de Neymar e Bruna Marquezine, no último réveillon, o que impulsionou ainda mais sua presença nas redes.

Fotos: Reprodução/Instagram

Mas Raul não quer que seus seguidores vejam apenas o lado bom da vida dele e dos outros. O fotógrafo passou boa parte de 2017 em acampamentos de refugiados no Líbano, na Jordânia, no Iraque e em Bangladesh, onde, ao lado da jornalista Natasha Ribeiro, produziu conteúdo para vários grupos de mídia, mostrando a realidade de pessoas que vivem sem perspectivas de futuro.

Fotos: Reprodução/Instagram

— Quem via minhas viagens como um explorador, de uma forma até aparentemente hedonista, percebeu que eu também faço outro tipo de coisa — diz ele. O que chama de “outro tipo de coisa”, a fotografia documental, vai ganhar um site para dar saída aos tantos materiais produzidos, de Noronha a Bangladesh, da diversão de um réveillon ao sofrimento de um campo de apátridas. Tudo cabe nas lentes do irrefreável Raul.