E. C. Bahia

Saiba detalhes do Bahia da Torcida, grupo que exige democracia no clube

Lançamento do movimento contará com empresários, advogados, publicitários e políticos de oposição nesta sexta

Marcelo Sant'Ana (marcelo.santana@redebahia.com.br)
- Atualizada em
Sidônio Palmeira é um dos coordenadores do grupo de oposição
A Fonte Nova abrigará um movimento pela democracia no Bahia, nesta sexta-feira (16), às 18h. Será o lançamento do Bahia da Torcida, organizado por empresários, advogados, publicitários e políticos de oposição. O grupo exige democracia no clube, reforma do estatuto e mudanças estruturais. “A torcida precisa participar e poder interferir no Bahia”, diz o sócio-diretor da agência Leiaute Propaganda, Sidônio Palmeira, um dos coordenadores da iniciativa.Minuto Legal: o Estatuto nebuloso do Bahia e a dinastia Guimarães

Já confirmaram presença o secretário de relações internacionais do governo do estado e ex-presidente do Bahia, Fernando Schmidt; o secretário de Desenvolvimento, Cultura e Turismo de Salvador, Guilherme Bellintani; a primeira-dama Fátima Mendonça; e o deputado estadual Uziel Bueno, que protocolou na mesa diretora da Assembleia pedido de CPI do futebol baiano. “Temos o apoio do governador e do prefeito”, diz Palmeira.

A partir do lançamento, haverá campanha de mídia, com outdoors e ações nas redes sociais e nos meios tradicionais. “A repercussão tem sido boa. É um desejo de toda torcida”, comenta o empresário, preocupado com a crise esportiva e administrativa no clube. O Bahia da Torcida se reúne há três meses, desde o fiasco no Nordestão, com queda na fase de grupos, e acelerou as ações após as campanhas no Campeonato Baiano e na Copa do Brasil.
Símbolo do grupo Bahia da Torcida é a mordaça: torcedor sem voz
Encontro - Esta semana, após o movimento intensificar as reuniões, o presidente Marcelo Guimarães Filho entrou em contato com o grupo. O dirigente, inclusive, pediu um encontro antes da reunião de amanhã. Esta reunião está marcada para hoje.

Público Zero - Na Fonte Nova, quarta, antes da partida entre Bahia e Luverdense, integrantes da Revolução Tricolor, outro grupo que cobra democracia no Bahia, reforçou a campanha “público zero”. Nas bilheterias, o pedido era para o torcedor não comprasse ingressos.

“O maior erro dele (Marcelo Guimarães Filho) é achar que o clube é dele. O problema do Bahia é de gestão. Um clube sem transparência que se tornou um grupo de amigos”, criticou Mário Júnior, integrante da Revolução Tricolor. “O Bahia é quem nem um paciente que está na UTI. E a torcida é o balão de oxigênio. Se a gente não vier, acaba”, ponderou Diego Bonfim, que entrou na Fonte Nova, apesar do clima de protesto.

Já os mineiros e torcedores do Atlético-MG, Guilherme Lincoln e Rodrigo Monteiro, foram a convite do amigo Roberto Abraão, torcedor do Bahia, conhecer a arena de Salvador para a Copa 2014. “Toró tá no Bahia? É por isso que o time tá nessa situação”, brincou Guilherme, empolgado com o Galo na Libertadores.


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Matéria original: Jornal Correio*
Vozes da mudança: Bahia da Torcida cobra democracia; apresentação será na Fonte, amanhã