Comportamento

Setembro amarelo: pediatra explica como identificar se seu filho sofre com depressão

Muitas vezes a dificuldade que os pais têm de comprovarem o quadro depressivo nos filhos é a dificuldade das crianças e adolescentes de se expressarem

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br )

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que o suicídio é a segunda causa mais comum de morte em pessoas com idade de 15 a 29 anos. Por essas e outras informações, é essencial falar sobre a depressão infantil - diagnóstico, como procurar ajuda e o tratamento. A pediatra Loretta Campo aponta que é importante que os pais tenham um olhar mais atento aos filhos e fazer os devidos ajustes na rotina e dinâmica da criança com a família. 

“Normalmente o pediatra percebe que quando a criança está deprimida os sintomas aparecem como uma dor de cabeça, dor na barriga e dores muito frequentes no corpo. Além disso, algumas mudam o seu comportamento tornando-se muito agressivas”, alerta a pediatra.

Muitas vezes a dificuldade que os pais têm de comprovarem o quadro depressivo nos filhos é a dificuldade das crianças e adolescentes de se expressarem, mas é importante destacar que o suicídio é previsível, é uma situação que a gente consegue prevenir. Mas para isso é necessário ter um diagnóstico de um pediatra, para que esse tratamento seja acompanhado por uma equipe multidisciplinar com psiquiatra e psicólogos.

A depressão infantil sempre existiu, mas agora estamos abordando sobre este assunto por causa do aumento do suicídio entre crianças de 11 e 12 anos, e uma grande mudança é que a nossa nova realidade da facilidade ao acesso à internet, estimulando a uso precoce das redes sociais, além de brincadeiras como da baleia azul que incentivava o ato suicida.

A criança não tem maturidade para utilizar desses meios digitais que acabam gerando muitas frustrações. E hoje a sociedade vive um grande problema que é a parentalidade distraída, pois existem pais que trabalham o dia inteiro e quando chegam em casa não desfrutam um tempo de qualidade com os seus filhos. “Por isso, é muito importante que exista um momento entre família, mesmo que seja na hora do jantar, assim facilitará a percepção dos pais em alguma atitude ou sintoma anormal dos filhos, facilitando assim um possível diagnóstico de depressão infantil,” finaliza a médica.

Fonte: Dra. Loretta Campos: Pediatra e Consultora de Aleitamento Materno - CRM 10819 – GO |  RQE 5373 - Pediatra pela Universidade de São Paulo (USP), Consultora Internacional em Aleitamento Materno (IBCLC), Consultora do sono, Educadora Parental pela Discipline Positive Association e membro da Sociedade Goiana e Brasileira de Pediatria.