Arte e Decoração

Tons terrosos: arquiteta lista as inúmeras possibilidades para aplicação no décor

Paleta é indicada em projetos que buscam a ideia de refúgio, bem-estar e uma simplicidade

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)

Tons terrosos são uma ótima opção para arrasar na decoração. A arquiteta Marina Carvalho, à frente do escritório que leva o seu nome, explica que essa paleta é indicada em projetos que buscam a ideia de refúgio, bem-estar e uma simplicidade. 

“O cinza marcante na cena das grandes metrópoles continua com sua relevância, mas é muito nítido que ele tem perdido espaço para os tons naturais, como a terracota. Além disso, independentemente do tamanho do imóvel, o morador tem feito questão de trazer as plantas, em um estilo Urban Jungle”, conta Marina.

A fauna e a flora são fontes de inspiração para os projetos assinados pela arquiteta e, nessa diversidade, ela aponta que um dos elementos mais versáteis é a terra, que pode estar presente na cartela de cores que envolve o marrom, cáqui, caramelo, mostarda, terracota, goiaba, bege, areia até o verde musgo.

Foto: Evelyn Müller 

Em uma leitura moderna e contemporânea, o viés rústico e natural do tijolinho aparente se destaca como um dos materiais capazes de formar belíssimas composições de tons terrosos. Confira as inspirações e dicas de Marina Carvalho:

Ambientes: em quais podemos inserir os tons terrosos?

Seja em uma área externa como a churrasqueira, ou em um elegante living, as cores de tons terrosos costumam resultar composições interessantes. Segundo Marina, para que o tom não pese demais ou deixe o ambiente com um aspecto de ‘sem vida’, no caso das nuances mais claras, o segredo é equilibrar as cores - "economize na quantidade de informações no ambiente". 

A arquiteta também indica opta por complementos como pisos lisos, cimento queimado e tijolinhos. “Além de serem bastante versáteis, quando aplicados em sua coloração natural, alcançam composições super equilibradas”, sugere. 

“Em um décor de essência mais industrial, com a presença do cimento, o material promove aquela impressão do bem viver que buscamos em casa”, complementa.

Além das tintas e tijolinhos

Outra forma de incluir os terrosos na decoração é adicionando outros componentes com a coloração aos ambientes. O uso da tonalidade pode estar atrelado à marcenaria, objetos decorativos, tapetes, vasos e os papéis de paredes - são capazes de simular diversos efeitos de acabamentos e texturas.

Foto: Evelyn Müller 

De acordo com a arquiteta, os elementos podem ser combinados, gerando composições, ou separadamente. “Um mesmo ambiente pode apresentar mais de um gradiente de terroso. Podemos empregar um tom mais avermelhado na marcenaria e, nas paredes, investir em um revestimento de tom arenoso, como um papel de parede claro ou uma textura”, exemplifica Marina.

Para a arquiteta, áreas sociais como sala de estar, jantar ou uma cozinha podem registrar uma atmosfera mais quente e vibrante por meio de tons de marrom avermelhado e o goiaba. Por sua vez, a ala íntima, composta pelos dormitórios, pode resplandecer uma combinação de beges e cáquis. “Levando em conta a necessidade do relaxamento e ares de tranquilidade, essas escolhas não pesarão no décor dos quartos”, detalha.

Ainda que os terrosos se configurem como cores marcantes, Marina afirma que, por suas características atemporais e o equilíbrio como é envolvido no décor, é possível que o morador conviva com o tom no ambiente sem correr o risco do cansaço visual. “Tamanha a riqueza da paleta, eu acredito que as cores vão além de um período marcado. E por apresentarem escolhas para todos os gostos, ao conhecer o cliente empregamos a nuance que realmente o agrade. O resultado são composições únicas e magníficas”, finaliza.