Saúde

Tratamento combinado melhora prognóstico de saúde de fumantes

Abandonar o hábito traz melhoras ao organismo e ajuda no tratamento de doenças causadas pelo fumo

Agência O Globo
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Dar adeus à dependência pelo cigarro pode não ser tarefa fácil, mas, segundo médicos, o primeiro passo parte de uma decisão pessoal: é preciso querer parar de fumar. O segundo é buscar auxílio de profissionais de saúde — o próprio SUS oferece tratamentos contra o tabagismo.


Embora os malefícios do tabaco acompanhem o fumante ou ex-fumante por toda a vida, abandonar o hábito traz melhoras ao organismo e ajuda no tratamento de doenças causadas pelo fumo. E é preciso fazer isso o quanto antes.


— Algumas lesões são irreversíveis. Na enfisema pulmonar, por exemplo, o tecido do pulmão que foi destruído está perdido — explica Cristina Cantarino, coordenadora do Centro de Tratamento de Tabagismo do Inca: — Porém, ao parar de fumar, o paciente deixa de agredir o pulmão e a capacidade de oxigenação melhora. Tem gente que acredita que ao receber o diagnóstico de câncer de pulmão já não importa fumar ou não. É um engano. Se este fumante parar, terá melhor prognóstico.


A adaptação longe do cigarro independe do período em que a pessoa esteve fumando, concordam especialistas.


Tratamento contra tabagismo deve ser combinado


A melhor forma de tratar o fumante que quer parar de fumar é oferecer combinar uma abordagem comportamental com apoio de medicamentos, dizem os médicos.


— Fazemos encontros semanais em grupo, para apoiar o paciente, fazê-lo entender os males da nicotina e, por exemplo, dar força até num momento de recaída — explica Carlos — No primeiro encontro, calculamos o grau de dependência dele, para saber se será necessária medicação.


Adesivos de nicotina, que ajudam a quebrar o hábito do cigarro na mão sem causar abstinência pela substância, ajudam nessa fase. Pacientes com alta dependência ou aqueles que já tentaram e não conseguiram podem necessitar de tratamentos com antidepressivos. A maioria dos ex-fumantes costuma dizer que depois seis meses o sofrimento quase desaparece.